sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Exposição Deuses e Madonas no Masp

Dica de passeio!
Que tal levarem os pequenos ao Masp no fim de semana?

As crianças expressam seus sentimentos através da Arte, dos seus desenhos, rabiscos e cores.
Nesse contexto podemos observar que eles precisam da Arte para exteriorizar sua percepção do mundo, das relações interpessoais e sentimentos.
Quando olhamos para um "simples desenho" nele consiste o olhar do mundo através do olhar da criança nessas suas "Obras Primas"
Deixo aqui minha dica, para enriquecer a alma e os olhos deles com exposições de Arte.

Deuses e Madonas – A Arte do Sagrado, por Teixeira Coelho


Uma obra-prima de um mestre do Renascimento e uma instalação do artista brasileiro contemporâneo Eder Santos são os destaques de Deuses e Madonas – A Arte do Sagrado. São Jerônimo Penitente no Deserto, que o jovem Andrea Mantegna concluiu em 1451 e foi uma das principais obras na maior retrospectiva do autor, realizada em 2008 em Paris, no Louvre, está de volta ao MASP depois de restaurada pela equipe do museu francês.



Concebida pelo curador Teixeira Coelho a partir de 40 obras-primas do acervo do museu, a maioria do século 14 ao 19, Deuses e Madonas – A Arte do Sagrado traz ainda El Greco (Anunciação, de 1600); Delacroix (As quatro estações, c.1856); Botticelli (Virgem com o Menino e São João Batista Criança, c.1490); Tintoretto (Ecce Homo ou Pilatos Apresenta Cristo à Multidão, c.1546); Rafael (A Ressurreição de Cristo, 1499-1502), entre outras.


A representação de deuses e madonas nesta exposição alicerça-se sobre a idéia do sagrado, uma categoria da relação entre o ser humano, a vida e o mundo, que pertence ao campo do indizível, daquilo que foge ao racional. Em sentido comum, o sagrado expressa um atributo moral traduzido pela ideia do bom e do bem. Mas esse é uma visão racional do sagrado, como sugere Rudolf Oto, que cunhou o termo numinoso para referir-se ao sagrado descontado seu aspecto moral e, portanto, seu lado racional. Numinoso é, assim, aquilo que não pode ser traduzido em conceitos, algo de amplo alcance indo muito além do que é “apenas” moral (os deuses gregos não tinham sempre um comportamento moral, e mesmo no monoteísmo cristão há interpretações divergentes sobre a natureza boa ou má das entidades divinas).

O numinoso não se traduz em palavras – mas pode manifestar-se em imagens, como na arte. Hegel anotou que a arte “dá vida ao que é meramente sensorial, atribuindo-lhe uma forma que exprime a alma, o sentimento, o espírito”. Mas a arte anima também, e torna visível, aquilo que é, mais que sensorial, intuitivo e nocional, como o numinoso.


Período:

Desde 15 de outubro de 2010 (sem previsão de encerramento, Acervo do MASP)

Local:
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP
Avenida Paulista, 1578 - Cerqueira César
2º andar do MASP, Galeria Georges Wildenstein
Curadoria:
Teixeira Coelho e Denis Molino

Fonte: http://www.masp.art.br/


A vida com um pouco de Arte é mais vida! Bom final de semana, beijos Adri.