quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Entrevista Brilhante, sobre Madre Teresa de Calcutá, A Mãe dos Pequeninos.

MADRE TERESA DE CALCUTÁ,
A MÃE DOS PEQUENINOS
(dispensa comentários...)















Em 5 de setembro de 1997 morria, em Calcutá, Índia, Madre Teresa.
Aquela mulher franzina, de origem albanesa, com sári branco e azul, continua sendo um ícone vivo da caridade.
Sua mensagem e seu testemunho mantêm-se vivos através das suas Missionárias da Caridade. Como toda obra inspirada por Deus, sua história tem algo de extraordinário.
Em 7 de outubro de 1950, Madre Teresa fundava a Congregação com onze companheiras.

"O fruto do silêncio é a oração,
o fruto da oração é a fé,
o fruto da fé é o amor,
o fruto do amor é o serviço,
o fruto do serviço é a paz."

Madre Teresa 27/08/1910 - 05/09/1997.

Hoje já são quase 5.000: 65% são provenientes da Índia e 35% são oriundas principalmente das Filipinas, Bangladesh, Taiwan, Rússia, Itália, Polônia e Estados Unidos. Estão espalhadas por 80 países, vivendo perto da miséria dos vilarejos africanos, dos sem-teto do Bronx, em Nova York, dos leprosários da Ásia, dos mendigos das metrópoles européias, das comunidades ribeirinhas do Amazonas.

O longo dia de trabalho das Missionárias começa às 4h30m, com a Santa Missa e se estende até a noite, sem trégua. Só em Calcutá, alimentam meio milhão de famílias por ano, cuidam de 90 mil leprosos e oferecem vários níveis de escolaridade a 20 mil crianças. E sempre estão à procura de novos desafios, como os abrigos para idosos abandonados, sem-teto e órfãos, que implantaram recentemente na Rússia.

E, com elas, "muitas pessoas, de todas as religiões ou de nenhuma" - escreveu, com admiração, o Papa João Paulo II, "estão empenhadas nesta obra de amor que se difundiu pelo mundo todo".
A maior missão de Madre Teresa sempre foi a defesa da vida dos indefesos. Mais de 1.800 crianças indianas adotadas na Europa nos últimos 30 anos, são um pouco "filhos" de Madre Teresa de Calcutá. Para ela, a adoção era sobretudo um gesto de "acolhida e amor à vida".

Diante de mulheres indianas, ela suplicava: "Não matem suas crianças! Se não podem sustentá-las, dêem-nas para mim, que encontrarei uma família para elas!". A adoção, então, se tornou um caminho para combater o aborto. E, agora, das três maiores cidades, Calcutá, Bombaim e Nova Delhi, partem crianças indianas para famílias adotivas em toda a Europa.

Madre Teresa acolhia as crianças pelas ruas e diante do portão da Shishu Bhavan, a Casa das Crianças, que atualmente hospeda 400, inclusive bebês prematuros. As irmãs Missionárias da Caridade, seguindo os ensinamentos da fundadora, primeiramente, procuram ajudar a mãe natural a acolher seu filho, quando a conhecem; quando isto não é possível, procuram uma família adotiva indiana; e, a adoção internacional é o último recurso.

Quando nenhuma dessas opções atende, elas acolhem a criança e a mantém até o matrimonio. A motivação que impulsiona as Missionárias da Caridade no serviço de adoção parte da convicção que nenhuma instituição substitui a figura do pai e da mãe. Por isso, o seu empenho em localizar uma nova família. E, junto aos casais interessados, elas fazem um trabalho de discernimento das motivações desta escolha, cursos de formação (antes da adoção), encontros de acompanhamen-to (depois da adoção), reuniões de famílias adotivas para momentos de oração e de reflexão sobre suas experiências.

"Toda criança é um dom de Deus, único...e toda família que a acolhe também o é."


MADRE TERESA, UMA SANTA "PELA VIDA"



(de Carlo Casini, ex-parlamentar europeu e presidente do Movimento pela Vida, na Itália -
Avvenire - 05/09/2002).

Em agosto de 1990, declaramos Madre Teresa de Calcutá "Presidente Honorária de todos os Movimentos pela Vida no mundo". Existem pelo menos sete razões para que a recordemos assim: em primeiro lugar, porque ela jamais se recusou a falar sobre a vida e a participar com o Movimento pela Vida em centenas de encontros; em segundo lugar, porque a sua linguagem sempre foi clara, direta e até dura, mas também intrépida diante dos mais importantes parlamentares e conselhos internacionais - ela podia falar assim, sem ser contestada, porque o seu modo heróico e extremo de compartilhar a condição de todos os pobres emudecia até os "inimigos da vida", quando lhes explicava que as crianças vítimas de aborto são "as mais pobres entre os pobres"; em terceiro lugar, dentro da sua visão global, a luta contra o aborto se transforma num princípio de profunda renovação moral e civil; o quarto motivo de admiração é que, uma pessoa de tão intensa espiritualidade, não tinha nenhum constrangimento diante dos políticos e não hesitava em participar de comícios em defesa da vida; o quinto motivo a se considerar é que ela, sendo proclamada "Prêmio Nobel da Paz" em 1979, conquista o reconhecimento da unidade indivisível entre o valor da paz e o valor da vida, pelo que ela sempre lutou; a sexta razão para reverenciá-la é que nenhuma mulher no século XX foi tão Mãe quanto Madre Teresa, tendo fundado um instituto de jovens dispostas a exprimir um "novo feminismo", que se impõe caminhando junto aos pequenos da Terra com um particular amor maternal; enfim, a sétima razão que a qualifica como uma santa "pela vida" é a sua força na defesa da dignidade e dos direitos humanos, repetindo sempre que "aquela pequena criança que ainda não nasceu foi criada para uma grande coisa:

"Amar e ser Amada".

Uma lição de Caridade para a Hunanidade que sempre merece ser lembrada.
Desejamos que esta grande alma que esteve entre nós repouse na Luz das Estrelas.