terça-feira, 18 de outubro de 2011

Música erudita também é coisa de criança, matéria da revista Crescer.



Projeto leva obras de compositores como Beethoven, Mozart ou Carlos Gomes, entre muitos outros, a escolas de São Paulo.
O público alvo são crianças e adolescente de 5 a 15 anos

 
Por, Simone Tinti.

Desvendar o mundo da música erudita para as crianças. Esse é o objetivo da Camerata Callis, formada por 12 instrumentistas de corda (violino, viola e violoncelo), cujos músicos percorrem escolas públicas e privadas da cidade de São Paulo. O objetivo é levar a obra de compositores clássicos como Mozart, Brahms, Schubert, Beethoven ou Carlos Gomes, entre muitos outros, a crianças e adolescentes de 5 a 15 anos.

Durante as "aulas", que duram de 40 a 50 minutos, a maestrina Érica Hindrikson faz pausas entre as composições, para que os músicos expliquem sobre cada instrumento e apresente o som individual de cada um, além de explicar conceitos como "som grave" e "som agudo". "A maioria das crianças nunca tinha ido a um concerto. No geral, elas são bastante participativas, fazem perguntas. E quando acabam, sempre pedem mais", diz Érica, que tem um filho de 2 anos e o leva a concertos desde que ele tinha apenas 10 meses. "Quando ele ficava muito inquieto, era só dar uma volta fora da sala. Hoje em dia, ele assiste a apresentações inteiras, mesmo que cochile em alguns momentos", diz.

A maestrina dá algumas dicas para você levar seu filho pela primeira vez: se a criança começar a ficar inquieta, saia por alguns minutos da sala; sente-se em locais estratégicos, principalmente perto dos corredores (para não atrapalhar ninguém); leve alguma coisa para a criança se distrair, como gibis ou papel e lápis de cor. "Mesmo que a criança assista a apenas 20 minutos da apresentação, vale a pena. Aos poucos, ela vai se acostumando ao ambiente e à música. "

Erica tem 38 anos e começou a tocar piano quanto tinha 9. Ela afirma que as crianças podem, sim, aprender a tocar algum instrumento desde pequenas. Só não vale exagerar na cobrança. "O segredo é ir devagar, não comprar o instrumento logo no início. No caso do piano, é mais indicado comprar primeiramente um teclado e só depois, se o seu filho realmente continuar estudando, adquirir o instrumento. Minha família não era de músicos e, quando pedi para estudar piano aos 5 anos, precisei esperar, até que meus pais se convenceram de que eu realmente queria fazer aulas", afirma. Entre as aulas de piano e a Camerata, Erica se formou em Composição e Regência pela Unesp, atuou em festivais de arte e oficinas de música, além de reger diversas orquestras na América Latina.

A Camerata surgiu em 2005 como um dos projetos do Instituto Callis.
Mais informações: 11 3068-5600 / escola@callis.com.br




Fonte: Matéria da Revista Crescer