terça-feira, 29 de novembro de 2011

Jiu-Jístu do BEM, A Academia Pedra 90 é candidata no Prêmio Generosidade e merece o nosso VOTO.




O PROJETO GENEROSIDADE reúne todas as revistas da Editora Globo em torno de uma causa pioneira na mídia brasileira:
revelar e repercutir ações e exemplos de gente que faz e promove o bem no Brasil.

Esta é quinta edição do projeto, que já premiou as seguintes instituições: Amigos do Bem (2007), Associação Acolhida na Colônia (2008), Casa do Zezinho (2009) e Acreditar (2010).

O Projeto Generosidade foi tão bem-sucedido nas quatro edições anteriores, com a publicação de 291 reportagens e mais de 1.000 histórias, que será repetido este ano, com a parceria do Bradesco, Chevrolet, O Boticário e Petrobras.

Durante os próximos sete meses, de maio a novembro de 2011, voltaremos a publicar em nossas revistas reportagens, depoimentos, colunas e artigos sobre pessoas e organizações que doam seu tempo, trabalho, dinheiro e amor para ajudar alguém. Os leitores estão novamente convidados a participar enviando seus testemunhos e relatos por meio do site até 31 de outubro de 2011. São iniciativas generosas e corajosas, gestos que, estamos certos, devem inspirar mais gente a fazer o bem em nosso país.

Todas as matérias do Projeto Generosidade e as histórias enviadas ao site serão publicadas no site do projeto.

As ações sociais promovidas por organizações participarão da seleção do melhor projeto. A escolha dos vencedores ficará a cargo de um júri que será formado por convidados e parceiros da Editora Globo. Ao final do Projeto Generosidade, o escolhido receberá um incentivo no valor de R$ 200.000,00 para ser integralmente investido na ação.

NOSSO VOTO VAI PARA:
PROJETO PEDRA 90

Às oito da noite em ponto, crianças e adolescentes com quimonos puídos se alinham sobre um tatame improvisado.
Eles sonham em se tornar ídolos de MMA, como Anderson Silva e Minotauro.
E se esquivam de problemas cotidianos para treinar no projeto social Pedra 90, instalado numa escola próxima à Favela Alba, na região do Campo Belo.
O sensei Fernando Lopes, de 38 anos (e querido amigo FEPA),
sabe que falta dinheiro para a condução – e até alimentação apropriada – a seus jovens alunos. E que sobram conflitos familiares e convites para entrar no tráfico.
Publicitário e faixa preta em jiu-jítsu, Lopes idealizou o projeto em 2006 com o objetivo inicial de montar uma equipe de “cascas-grossas” – é assim que se refere aos discípulos – para disputar competições internacionais.
Estava cansado de tentar em academias particulares, nas quais seu rígido código de conduta não surtia efeito. “Se alguém atrasava um minuto, eu não deixava lutar”, diz. “Não interessa se paga a aula ou não: essa é minha filosofia.”
No Pedra 90, ele foi percebendo que suas aulas eram os momentos mais felizes do cotidiano de muitos dos jovens da favela. Treinar atletas de ponta ficou, então, em segundo plano.

“Quero formar cidadãos e livrá-los dos maus caminhos”, afirma.


Com idades entre 7 e 18 anos, 130 alunos têm aulas gratuitas de segunda à quinta-­feira.
Samuel Correa, de 16 anos, é um deles. “Minha mãe não gosta de que eu me machuque”, diz o garoto, com alguns roxos pelo corpo.
Para quem já foi tentado a trabalhar numa boca de fumo, com rendimentos e moradia garantidos pelo tráfico, um soco durante um treino pode até parecer um afago.
Samuel está no grupo de elite do Pedra 90, composto pelos dez alunos mais talentosos e comprometidos, que recebem mais investimento.
São bolsistas em academias particulares e fazem aulas de outras modalidades, como boxe e muay thai. Treinam para se tornar atletas completos de MMA, cuja idade mínima de competição é 18 anos.

Eles têm espírito de lutador”, diz Cristiano Caccuri, professor de tae kwon do e K-1, vertente do MMA que prioriza a luta em pé. “Aprendem em três meses o que um aluno particular demora oito.” João Vitor dos Santos, de 15 anos, é um exemplo de dedicação. Ele fazia bico num lava-rápido para conseguir pagar o ônibus até os treinos – hoje, um amigo de seu mestre o “apadrinha”, pagando para ele treinar. Rafael Augusto, pai de duas crianças aos 16 anos, concilia a luta com o trabalho como feirante. São comuns histórias sobre um familiar preso ou drogado entre os alunos. “Aqui, recuperamos a autoestima e exigimos disciplina da garotada”, afirma Luiz Fernando Dias, o terceiro professor voluntário, ao lado de Lopes e Caccuri. Os discípulos não podem abandonar a escola onde estudam e devem ser fiéis ao lema “quem luta não briga”, mantendo distância de confusão nas ruas. Sem patrocínio, o projeto é bancado com o dinheiro que Lopes fatura como organizador de eventos de jiu-jítsu e empresário de lutadores. A maior parte dos quimonos foi um presente pela dedicação dos discípulos.



Lopes já levou seis alunos do Pedra 90 para a Califórnia, onde disputaram o pan-americano de jiu-jítsu – três levaram o ouro em diferentes categorias em 2010 e outros três em 2011. Um ex-aluno, Sidemar Honório, de 28 anos, está radicado na Filadélfia desde 2007 e já conquistou o cinturão de peso galo do MMA Worlds Collide. Ele está a três vitórias de competir no UFC, o maior evento da modalidade.
Para emplacar outros, Lopes sonha com um centro de treinamento com equipamentos adequados, além de alojamento e ringue.
Adolescentes como Leonardo Cirino, de 17 anos, sonham com ele:

“Um dia vou entrar no octógono com a torcida gritando meu nome”.


Pedra 90 » Clube Escola Vila Santa Catarina, Rua Rodes, 112,
Campo Belo - São Paulo
fepalopes@hotmail.com

Abaixo segue o link dessa matéria e para colaborar com esse Projeto, deixem seus comentários nesse link!

FEPA,
ESTAMOS TORCENDO PARA A SUA GENEROSIDADE SER RECOMPENSADA.
VOCÊ É MERECEDOR E UM VENCEDOR NA VIDA!
SOMOS FÃS!
BOA SORTE, ADRI.