quinta-feira, 19 de abril de 2012

Somos o que pensamos, por Dra Chiclete.

Texto publicado no Jornal do SAJAMA.

Por Dra Chiclete, Abril de 2012.


"Somos o que pensamos.



A meditação do mês é sobre a qualidade do nosso pensamento.

Quando pensamos algo ruim emanamos a vibração daquilo em direção ao outro. Não é necessário dispararmos uma arma para praticarmos o mal, o mau pensamento causa também estragos.

Além de sermos os primeiros contaminados, estamos transferindo nossos maus pensamentos para o universo e o que isso gera são essas ondas de tristeza, rancor, discórdia e ódio.

Sabe aquela vontade de chorar que às vezes não sabemos de onde vem?

Alguns já atingiram um grau de consciência de não matar, não roubar, mas estamos muito distantes de não termos maus pensamentos.

Sim, somos humanos e o problema está em alimentar esses pensamentos em nossa mente e os maus sentimentos em nossos corações.

Esse é o câncer da alma!

Quando alimentamos maus pensamentos em nossa mente, segundo a metafísica isso se materializa em nosso corpo físico e emocional através das doenças.

Não pensar acaba sendo muito difícil, mas existem algumas técnicas oriundas das filosofias orientais que nos ensinam a controlar os impulsos de nossa mente.

Exercitar o não pensar na meditação é o caminho para libertação dos maus pensamentos e atitudes impensadas.

Quando controlamos algo que parece ser maior que nossa consciência, estamos caminhando em direção à luz e à paz.

E paz de espírito é um sonho de “consumo” que todos devemos perseguir.

Gosto muito de uma palavra chamada egrégora, que significa um grupo de pensamentos sobre o mesmo assunto, ou tema que gera uma onda vibracional comum. Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, os egrégoros são esferas (concentrações) de energia comum.

Neste sentido, se criarmos uma egrégora positiva em torno de nós mesmos e das nossas vidas o mundo irá receber ondas vibracionais positivas e isso se multiplica automaticamente para aqueles que estiverem nessa sintonia de sentimento.

Assim vamos deixando de contaminar o mundo com as nossas mazelas sentimentais.

O sentir é algo que flui, mas contaminar o outro é de nossa inteira responsabilidade e risco.

A vida caminha como um bumerangue, lançamos ao vento e do vento ele retorna.

Vamos carregar nosso bumerangue com pensamentos mais positivos, com ondas de amor e compaixão.

Essa é a renovação que o feriado católico da Páscoa nos ensina, o renascer em si.

Que esse renascimento seja para o bem comum e para curar as feridas de nossas próprias almas."