sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Babá ter ou não ter, eis a questão?


Crônicas de uma Mãe-Coruja,
Babá ter ou não ter, eis a questão?

O que seriam das mães sem as babás?
Boa pergunta!

Ultimamente o que mais desejaria na vida é não ter que precisar delas.

Esse é um tema para muita reflexão porque nos dias de hoje quantas mães têm que trabalhar (não é uma opção) e quantas querem trabalhar para se realizar pessoalmente e dependem dessa categoria profissional quase em extinção.

Conheço um bocado de mães que elas mesmas cuidam das suas crias e algumas deixam com as avós e outras deixam os filhos período integral na escola.
Na minha opinião, esses são os cenários ideais para os filhos.

Claro que cenário ideal não combina com maternidade,
afinal estamos falando de pessoas e situações que muitas vezes não dependem de escolhas e nem de convicções.

Eu acordo cedíssimo e sigo meu caminho para o trabalho.
Não quero outra vida, nunca quis. Quero além de ser mãe, continuar sendo eu mesmo, profissional, pessoa, esposa e amiga.
Dá um trabalho danado, mas quem me conhece atesta que me viro bem (ou quase bem, rs).

Agora, voltando as idolatradas e odiadas babás.

O foco desse texto é que tenho observado o quanto algumas mães têm delegado a MATERNIDADE, para outras pessoas - babás, parentes e escolas.

Veja bem, eu disse maternidade e não cuidados.

O que vai ser dessas crianças, pergunto eu?

É chocante como tem Mãe- Não Coruja por aí...

O que vai acontecer é que os consultórios psiquiátricos daqui 20 anos não vão dar conta de atender a demanda.

A maternidade não pode ser delegada. Quando minha filha nasceu fiquei sem trabalhar até ela completar um ano e eu tive uma pessoa pra ajudar.
A Babá ficava me olhando querendo pegar a Bella no colo, advinha?
Eu não dava, hahahaha.

Sim, amo ser mãe, amamentar, ninar, velar o sono...

Babá para ajudar, brincar, ok!

Babá para acalmar, proteger, substituir, sumir, falar coisas que não condizem com o que você acredita, suprir ausência, cuidar por cuidar. Muito obrigada, não quero.

Mas, é isso que as crianças de hoje estão vivendo.
Vejo muito isso no Shopping. O bebê chora no carrinho (vamos combinar que passeio medonho para um bebê!), a mãe só olha e a babá pega.
A mãe continua olhando vitrines ou sei lá o que.

Meu Deus, isso é o cúmulo da futilidade.

A Babá ficar com a criança para os pais comerem em raríssimos minutos de sossego acho válido, para eles sairem à noite juntos, acho justíssimo.

Agora, vamos combinar não deleguem o amor.

Quem não tem vocação para ser mãe, que não o seja, por favor!

E me despeço por aqui deixando meus cumprimentos para as Mães, que depois de terem filhos desejados ou não, planejados ou não, casadas ou não, decidiram Maternar.

Palmas para as Mães-Corujas!!!