terça-feira, 4 de setembro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Cadê meu coração?


"Cadê meu coração?

E todos os clichês deixam de ser clichê quando você se torna mãe.

Ser mãe  é uma escolha que merece ser pensada e desejada.

Afinal de contas ter um filho nos braços é uma missão preciosa e "eterna".

Sonhei muito com esse dia, na verdade meu maior sonho sempre foi ser mãe.

Eu só não sabia que meu coração iria vagar fora do meu peito...

Quando somos mães nos diluimos de tal forma nesse amor que não nos tornamos 2,
mas sim - Uno.

Unidas pelo amor incondicional que até então era algo inimaginável de se sentir.

Esse amor existe e o melhor ele não se contenta em nascer incondicional
se faz crescer absurdamente todos os dias.

Quando você tem um bebê recém-nascido o mundo pára e você tem certeza que nenhum outro momento vai ser melhor que aquele...

Até que você escuta o primeiro - MAMÃE e o mundo pára outra vez!

Logo você vê seu bebê de colo ensaiando os primeiros passo em sua direção
e você mal consegue ver de tantas lágrimas que aparecem em seus olhos.

A primeira canção cantada,
os primeiros desenhos  (rabiscos bem parecidos com Monet),
são indescritíveis.

E quando você acha que esse amor atingiu seu ápice, você recebe sua primeira cartinha, com erros de português e cheia de corações tortos desenhados.
De novo você mal consegue ler...

As festas de dia das mães é uma covardia sem tamanho!

Assim,  você percebe que todo esse amor que sente não repousa mais em seu peito e sim  nos passinhos daquela pessoa tão pequena e já completamente dona desse Coração de Mãe.

Você passa a sofrer de saudade crônica.

Você a segue com seus olhos até ela sumir entrando para a escola.

Você divaga sempre que olha a fotografia na mesa do trabalho, na tela do celular,
no porta-retrato da casa...

E você não prega os olhos antes de ver seu anjo adormecer.

Então, me pergunto: - Cadê meu coração?

- Anda por aí seguindo esse pequeninos passos, em praças, balanços, parques, sapatilhas
e por todos os lugares desse mundão. 

Apesar dele não estar mais em meu peito,
Quem disse que eu quero meu coração de volta?"

Adriana P.