quinta-feira, 11 de abril de 2013

Poesia, o ar que eu respiro, na Coluna da Cuca Maluca.

 
Texto publicado na Coluna da Editora Cuca Maluca Produções
 
 

A poesia me acompanha desde minha infância.
Quando descobri que as palavras podiam fazer uma dança de rimas, passava horas tentando rimar.
 
Quando era um pouquinho maior ganhei meu primeiro livro de poesias, Juca Mulato de Menotti Del Picchia, fiquei encantada e achei um pouco difícil de entender.
 
O fato de ter que pesquisar para entender algumas palavras, aumentava meu vocabulário, minha capacidade de interpretação de texto e ainda mais o amor pela poesia.
 
Era uma menina tímida e a poesia era minha grande companheira. Passei a ensaiar minhas primeiras estrofes e escondia meus sentimentos e meus amores no meio das rimas.
Encantei-me por Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Castro Alves, Tagore, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros.
 
Foi amor à primeira vista, eu e a poesia nunca mais nos separamos.
Quando minha filha nasceu, cantava para ela canções de ninar que eu inventava na hora, repletas de rimas e poesias e somente quando ela começou a crescer um pouquinho eu confesso que conheci a verdadeira poesia.
 
Quando comecei a acompanhar o desenvolvimento de uma criança, passei a aprender a ver novamente o mundo pelos olhos de uma criança. Automaticamente resgatei a criança que um dia fui e a poesia veio de forma mais plena em minha vida.
 
A poesia está em como vemos a vida, a criança vê tudo com poesia.
Cada descoberta, cada novidade, cada pétala de flor, cada canto de pássaro, cada deitar na grama são vistos e vividos com poesia.
 
Os poetas não escrevem as poesias eles colocam em palavras o que seus olhos veem e seu coração sente da vida.
 
O poeta tem alma de criança e a poesia é o ar que ele respira. Felizes dos poetas que conhecem o lado mais belo da vida.
 
Não deixem de apresentar a poesia às suas crianças, elas vão amar, pois já vivem tudo com poesia.
 
“A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais”
Voltaire.
 
Adriana P.