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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Todo dia é dia de recomeçar.

 
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Coluna Crônicas de uma Mãe-Coruja
 
Todo dia é dia de recomeçar.
 
Toda Mãe-Coruja se vê aflita diante do crescimento emocional do filho.
 
Hoje é dia de falar das voltas às aulas. De um novo começo!
 
Minha pequena, que já não é tão pequena, inicia hoje o primeiro ano do Ensino Fundamental
e como ela sabe que terá mudanças pela frente, pois os amigos serão diferentes, a professora e tudo que vem pela frente, ela me confidencia:
 
- Mãe, tô nervosa!
 
A trilha sonora de hoje é Changes de David Bowie, porque a vida é uma eterna impermanência, tudo muda todo dia e o tempo todo!
Agora, como dizer isso às crianças?
 
Voltando ao nosso diálogo...
 
Ah, filha eu também senti um frio enorme na barriga quando fui para o primeiro ano, mas minha mãe me disse que eu ia ter novos amigos e começar a conhecer e aprender tantas coisas novas e legais que o frio na barriga de medo foi desaparecendo e surgiu um frio na barriga mais gostoso, é um frio na barriga que aparece quando temos novidades por acontecer.
 
E esse frio na barriga chamamos de borboletas no estômago!
 
Que dia mais incrível na sua vida, hein? Cheio de novidade e muitas borboletas!
 
Ela sorriu e seguiu firme o caminho da sala de aula.
 
Eu atrás com o choro engasgado de mãe, afinal sempre queremos poupar os filhos dos medos; me refaço e lembro que nada melhor na vida que provar mudanças para crescer e nos tornarmos ainda mais fortes para a vida!
 
E ligo o som bem alto do carro e saio cantanto:
 
CHAN-CHAN-CHAN-CHAN-CHANNGESS!
 
Boa sorte meu amor nessa nova fase de sua vida,
Da sua Mãe-Coruja.

( algumas partes desse texto é pura ficção a mãe na vida real não engole o choro, etc, etc)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Minha filha lê pensamento.


Toda noite leio para minha filha antes de dormir.

Ontem aconteceu algo interessante no momento da leitura:

Isabella: - Mãe deixa eu advinhar que livro você pegou para eu ler...

Ela acerta o livro, sem ver...

Isabella: Nossa mãe, acertei! Viu só, eu vi seu cérebro.

Eu sei lê pensamento, viva!

A percepção extrassensorial (além dos nossos 05 sentidos) das crianças de hoje é impressionante e tenho certeza que isso não foi fruto da imaginação dela.
 
Nossos pensamentos de alguma forma podem ser captados, através das ondas que emitem em uma frequência mais sutil.
 
A ciência por sua vez, já avançou estudos nessa área e é sabido que isso não é algo sobrenatura, é tão somente uma faculdade paranormal que algumas pessoas têm mais desenvolvidas que as outras.
 
O ponto aqui não é discutir ciência ou religião, mas sempre o que pode ser útil para as crianças e com esse diálogo aprendi a seguinte lição:
 
Somos o que pensamos!
 
Sabe quando nós agimos de uma forma, mas lá encondidinho em nossa mente, pensamos de outra forma.
 
Com essas crianças de hoje isso é impraticável, elas podem não ler nosso pensamento como minha filha fez, mas sem dúvida elas sentem a divergência do que falamos e sentimos.
 
As crianças são dotadas dessa percepção em maior grau, pois eles vivenciam e sentem sem distinção sem uma mente que interfira tanto
( infelizmente algumas crianças perdem isso ao longo da vida adulta).
 
Então, nos resta sermos sinceros o tempo todo com eles, e claro, com nós mesmos.
 
Se estamos tristes, estamos tristes. Não é preciso viver uma felicidade inventada para os filhos nem poupá-los das circunstâncias e problemas.
Claro que pode ser filtrado, mas nunca negado.
 
Quando vamos educá-los é primordial que realmente tenhamos firmeza nas palavras e em atitudes claras, pois a grande dificuldade em educar as crianças de hoje está em não termos firmeza e pior, eles saberem que por dentro estamos morrendo de peninha.
 
As mentiras, nem pensar!
 
Então, para o bem deles, vamos exercitar essa força interior, já que educar é a maior prova de amor que podemos dar-lhes e aprender a selecionar e doutrinar melhor nossos maus pensamentos.
 
E sorte a deles por serem capaz de ler todos
os bons pensamentos e sentimentos!
 
 
Adriana

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Um pedido para a estrela cadente.


O céu estava super estrelado eu e a minha filha Isabella estávamos olhando as estrelas quando ela falou:

Bella: - Mamãe, lembra aquele dia quando você me falou para fazer um pedido para a estrela cadente? Eu fiz e ele ainda não se realizou!

- O que você pediu?

Bella  diz triste: - Para não ter mais ladrão no mundo!

- Você tem razão filha, dessa vez ele não se realizou e este pedido está mesmo difícil para a estrelinha realizar.

- Vamos pedir então para que ela nos proteja dos ladrões!

E ela continuou olhando para o céu...


Numa dessas noitas lindas quando olhávamos para cima puder ver uma estrela cadente, e isso é raro acontecer em São Paulo.

Fiquei tão feliz e contei para minha filha que quando aparece uma estrela cadente temos que fazer um pedido para ela, e que eu fazia isso desde criança!

Não pensei que o pedido dela seria esse, porque ela me falou que era segredo o seu pedido para a estrelinha.

Até a pureza infantil nos dias de hoje está sendo ofuscada pelas mazelas dos tempos modernos, pela violência urbana e pelo caos das nossas rotinas.

Como pode? Tão pequena e não ter pensado em pedir uma bicicleta, um jogo, uma boneca nova, ela pediu para a estrela o que talvez nós mais precisamos -
De um pouco de paz.

E hoje mesmo sem ter visto nenhuma estrela cadente, continuo a olhar para o céu com um único pedido:

Não deixem desaparecer a esperança no coração das nossas crianças, prometo que vou tentar me lembrar dela também,
A ESPERANÇA!





terça-feira, 2 de outubro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Ser feliz é simples assim.


Crônicas de uma Mãe-Coruja,
Ser feliz é SIMPLES assim.

Ser mãe é redescobrir através dos olhos do filho como é mesmo ser feliz.

Pois, eles não se esqueceram de acreditar piamente em seus sonhos.

Eles não têm medo, não têm pudores e nem modéstia para pedir o que se quer da vida.

E eles têm sabedoria por saber que os momentos mais felizes da vida são sem dúvida os mais SIMPLES.

Sim, a simplicidade deixou de ser valiosa, grandiosa e almejada.

Ele virou tema de almanaque de autoajuda, de texto espiritualista, algo brega ou mesmo de falsa modéstia.

E lá vêm as crianças para nos mostrar verdadeiramente como é simples ser feliz.

Eu trabalho o dia todo e minha mãe quem generosamente leva todos os dias minha filha à escola.

E para ela é um grande ganho, pois tem o amor de vó diário. E que Vó e que Amor!

Mas, como sonhamos sempre com algo que não temos, eu em uma brincadeira que faço de deixar bilhetinhos para minha filha; perguntei - qual era o sonho dela?

Ela me responde: Qui você mi leve para escola!

Eu já sabia que iria tirar uns dias de férias e disse à ela, que bastava acreditarmos com toda força em nossos sonhos que eles se realizavam!
E ela ficou com aquele brilho e esperança no olhar.

Eis que não contei para ela das minhas férias, e na segunda-feira ela acordou e chamou:
Babá, quero leite!
Eu apareci no quarto e disse:
Tãchrammmmmmmmmmm estou de férias e vou te levar na escola hoje e a semana inteirinha!

E digo - Isso sim é felicidade!

Quanto vale realizar um sonho de um filho e ver brotar um sorriso e um brilho no seu olhar?

Obrigada minha filha por me fazer lembrar que ser feliz é SIMPLES ASSIM!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Babá ter ou não ter, eis a questão?


Crônicas de uma Mãe-Coruja,
Babá ter ou não ter, eis a questão?

O que seriam das mães sem as babás?
Boa pergunta!

Ultimamente o que mais desejaria na vida é não ter que precisar delas.

Esse é um tema para muita reflexão porque nos dias de hoje quantas mães têm que trabalhar (não é uma opção) e quantas querem trabalhar para se realizar pessoalmente e dependem dessa categoria profissional quase em extinção.

Conheço um bocado de mães que elas mesmas cuidam das suas crias e algumas deixam com as avós e outras deixam os filhos período integral na escola.
Na minha opinião, esses são os cenários ideais para os filhos.

Claro que cenário ideal não combina com maternidade,
afinal estamos falando de pessoas e situações que muitas vezes não dependem de escolhas e nem de convicções.

Eu acordo cedíssimo e sigo meu caminho para o trabalho.
Não quero outra vida, nunca quis. Quero além de ser mãe, continuar sendo eu mesmo, profissional, pessoa, esposa e amiga.
Dá um trabalho danado, mas quem me conhece atesta que me viro bem (ou quase bem, rs).

Agora, voltando as idolatradas e odiadas babás.

O foco desse texto é que tenho observado o quanto algumas mães têm delegado a MATERNIDADE, para outras pessoas - babás, parentes e escolas.

Veja bem, eu disse maternidade e não cuidados.

O que vai ser dessas crianças, pergunto eu?

É chocante como tem Mãe- Não Coruja por aí...

O que vai acontecer é que os consultórios psiquiátricos daqui 20 anos não vão dar conta de atender a demanda.

A maternidade não pode ser delegada. Quando minha filha nasceu fiquei sem trabalhar até ela completar um ano e eu tive uma pessoa pra ajudar.
A Babá ficava me olhando querendo pegar a Bella no colo, advinha?
Eu não dava, hahahaha.

Sim, amo ser mãe, amamentar, ninar, velar o sono...

Babá para ajudar, brincar, ok!

Babá para acalmar, proteger, substituir, sumir, falar coisas que não condizem com o que você acredita, suprir ausência, cuidar por cuidar. Muito obrigada, não quero.

Mas, é isso que as crianças de hoje estão vivendo.
Vejo muito isso no Shopping. O bebê chora no carrinho (vamos combinar que passeio medonho para um bebê!), a mãe só olha e a babá pega.
A mãe continua olhando vitrines ou sei lá o que.

Meu Deus, isso é o cúmulo da futilidade.

A Babá ficar com a criança para os pais comerem em raríssimos minutos de sossego acho válido, para eles sairem à noite juntos, acho justíssimo.

Agora, vamos combinar não deleguem o amor.

Quem não tem vocação para ser mãe, que não o seja, por favor!

E me despeço por aqui deixando meus cumprimentos para as Mães, que depois de terem filhos desejados ou não, planejados ou não, casadas ou não, decidiram Maternar.

Palmas para as Mães-Corujas!!!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, A minha filha é Linda!


Qual Mãe-Coruja não acha seu filho o mais lindo do universo?

Sim, todas. Inclusive euzinha.

Lá em casa a pauta ultimamente tem sido sobre beleza e autoestima.

Minha filha com 05 anos está na fase de construir sua autoimagem e pelo visto é inevitável as comparações físicas com as amiguinhas e também comigo.

Eu tenho pouco cabelo, liso e loiro ( por conta de muita oxigenada) e minha filha tem muito cabelo, crespo e castanho.
Há tempos ouço ela dizer que queria ter o cabelo como o meu, que queria ter franja como tal amiga, cabelo liso como uma outra.

E assim começa a preocupação de mãe com a autoestima da cria.
Na verdade não adianta dizer:
- Filha, você é linda! 
Ela me responde: 
- Quero ser de outro jeito, ué!

A melhor maneira de conduzir essa questão é sempre valorizar as qualidades individuais da criança.
Eu comecei dizendo à ela o que meu coração de mãe achou certo - Deus nos fez perfeitos, cada um do seu jeitinho.
Ela contestou o dogma e me disse:
- Eu que queria ter escolhido como ia nascer...

Então nos vêm essa verdadeira missão de ,desde muito cedo, ajudar a criança a construir sua autoimagem e bem positiva.

Peguei algumas fotografias minhas de criança, mostrei que meu cabelo era escuro, que eu sempre fui baixinha e que amava ser do jeitinho que nasci (mentirinha, eu sei...).

E que apesar de gostar muito da minha aparência nós também podemos mudar o que quisermos, eu quis mudar a cor do cabelo e quando fiquei adulta tratei de virar loira.

Ela automaticamente soltou:
- Então poderei ficar loira e fazer chapinha?

Sim poderá, mas melhor que mudar e gostar do que vê no espelho.

Para completar; a maior beleza que existe nas pessoas é que todas elas foram feitas diferentes uma das outras, não existe uma só pessoa idêntica a outra
e isso as torna unicamente lindas!

E você é única, a única Isabella moreninha, cheia de cachinhos, alta, doce, inteligente
e linda, linda, linda!

- Obrigada mamãe,
que bom que Deus te fez tão linda, você é mãe mais linda que conheço!

Pausa - a mãe desmaiou...

Olha, quem diria que ser Mãe ia me sair mais barato que décadas de terapia pra aumentar minha autoestima.

E para completar ontem fizemos um desenho como um autorretrato dela para a escola.
O resultado foi que caprichamos, no cabelo, na roupa, muito brilho e advinhem:
Tá vendo filha, como você é Linda!




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, Cadê meu coração?


"Cadê meu coração?

E todos os clichês deixam de ser clichê quando você se torna mãe.

Ser mãe  é uma escolha que merece ser pensada e desejada.

Afinal de contas ter um filho nos braços é uma missão preciosa e "eterna".

Sonhei muito com esse dia, na verdade meu maior sonho sempre foi ser mãe.

Eu só não sabia que meu coração iria vagar fora do meu peito...

Quando somos mães nos diluimos de tal forma nesse amor que não nos tornamos 2,
mas sim - Uno.

Unidas pelo amor incondicional que até então era algo inimaginável de se sentir.

Esse amor existe e o melhor ele não se contenta em nascer incondicional
se faz crescer absurdamente todos os dias.

Quando você tem um bebê recém-nascido o mundo pára e você tem certeza que nenhum outro momento vai ser melhor que aquele...

Até que você escuta o primeiro - MAMÃE e o mundo pára outra vez!

Logo você vê seu bebê de colo ensaiando os primeiros passo em sua direção
e você mal consegue ver de tantas lágrimas que aparecem em seus olhos.

A primeira canção cantada,
os primeiros desenhos  (rabiscos bem parecidos com Monet),
são indescritíveis.

E quando você acha que esse amor atingiu seu ápice, você recebe sua primeira cartinha, com erros de português e cheia de corações tortos desenhados.
De novo você mal consegue ler...

As festas de dia das mães é uma covardia sem tamanho!

Assim,  você percebe que todo esse amor que sente não repousa mais em seu peito e sim  nos passinhos daquela pessoa tão pequena e já completamente dona desse Coração de Mãe.

Você passa a sofrer de saudade crônica.

Você a segue com seus olhos até ela sumir entrando para a escola.

Você divaga sempre que olha a fotografia na mesa do trabalho, na tela do celular,
no porta-retrato da casa...

E você não prega os olhos antes de ver seu anjo adormecer.

Então, me pergunto: - Cadê meu coração?

- Anda por aí seguindo esse pequeninos passos, em praças, balanços, parques, sapatilhas
e por todos os lugares desse mundão. 

Apesar dele não estar mais em meu peito,
Quem disse que eu quero meu coração de volta?"

Adriana P.





quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja, NÃO é NÃO!

 
"Crônicas de uma Mãe-Coruja, Não é Não!
 
Eis que acho um bilhetinho no quarto da minha filha escrito:
 
NÃO É NÃO
SIM É SIM
 
Como Mãe-Coruja que sou comecei a rir na hora. E logo me veio a reflexão
sobre o motivo que a levou escrever o bilhete.
 
Ela está exteriorizando que para ela não existe só o não é não,
mas provavelmente quando digo não, ela quer me responder:

- SIM É SIM!
 
A famosa questão em dizer não aos filhos, acho que já é pacífico em levantar a bandeira:
 - Quem ama educa e dizer NÃO é uma prova desse amor.
E ainda, acrescentar ao não uma longa e detalhada explicação,
pois do contrário entra por um ouvido e sai pelo outro.
 
Na prática sabemos que se não explicarmos os motivos da negação a criança simplesmente ignorma o aprendizado.
 
Tem também a famosa neurolinguística que ensina a usarmos frases positivas no lugar das negativas e que o cérebro simplesmente não processa o não em uma frase.
 
Bem, concordo com tudo isso!
 Mas, ultimante tenho feito diferente em casa.
 
Tenho falado o NÃO em alto ( ás vezes baixo) e bom som e algumas vezes o
NÃO é NÃO!
 
A vida vai dizer aos nossos filhos milhares de nãos, muitas negativas aos vossos desejos, frustações, decepções sempre ilustrados com um NÃO maísculo e em letras garrafais.
 
Que tal deixarmos as crianças provarem logo desse NÃO é NÃO no conforto da infância e do lar.
 
A vida lá fora não irá se importar com nossas crianças já crescidas e muito menos em dar explicações,
 
NÃO é?"
 
Adriana P.

Créditos da Foto

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Crônicas de uma Mãe-Coruja - Quem roubou minha bebê?

Hoje inauguramos uma nova sessão de crônicas no Blog,

Crônicas de uma Mãe-Coruja



"Quem roubou  minha bebê?

Que mãe não quer que seu bebê nunca cresça?

Claro, que isso é o desejo de controlar o incontrolável, mas não falo aqui de não querer aceitar a vida como ela é, mas de ficar saudosa de todos os momentos que a maternidade traz.
(quem é mãe entende o que estou falando).

Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe.
E quando nosso bebê cresce, temos que crescer também - como mães.

Mesmo sentindo falta daqueles pezinhos gordinhos, daquele sorriso banguelo as conquistas e transformações dos filhos são sempre encantadoras para a categoria de mães-corujas!

Minha filha me disse: Mamãe meu dente está mole!

Eu pensei (com meus botões): Quem roubou minha bebê?

Então, disse quase chorando:
Filha que lindo, você está ficando grande, já está com o dentinho mole...

Ela com ar de adulto: Mãe, é só um dente....

Na hora não percebi o que ela realmente quis dizer e me senti uma retardada.

A noite quando rezamos e conversamos ela me falou:
Mamãe eu gosto de ser sua pequena.

Então, entendi que ela também ficou confusa, pois as mudanças são assim - chegam sem avisar.

E temos que aceitá-las para melhor vivê-las.

Eu abracei minha bebê quase moça e lhe falei:

Os filhos nunca crescem para os pais. Não se preocupe, apenas fique muito feliz, porque você está cada dia mais bonita e aprendendo coisas novas na vida.

Ela que sonhava em perder o dente, já parou de pensar na vida (afinal, é criança) e ficamos falando da famosa fada do dente!

Durante a semana ela fez carta para a fada do dente ( mesmo me dizendo que achava que a fada do dente era como o papai noel, eram os pais que compravam os presentes) e deixamos uma caixinha para ela colocar o dente.

Foi incrível ver a alegria dela quando finalmente eu arranquei seu minúsculo dentinho!

Fico admirada com sua tamanha autoestima, porque quando meu primeiro dente caiu imediatamente parei de sorrir, morria de vergonha e me achava feiosa!

E assim eu e ela começaremos uma nova etapa, minha menininha de 05 anos sorri 24 horas por dia, porque acha sua "janelinha" a parte mais linda do seu corpo!

Continuo olhando pra ela com um misto de realização e saudade e tenho certeza que esses sentimentos nunca cessarão.

Qual mãe que não vê sempre seu filho como se pequeno fosse e que se encanta com cada conquista e cada novo passo?

e
Qual mãe não é uma MÃE-CORUJA?"

AP