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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Limeriques das coisas boas, Tatiana Belinky.

Serie de Livros da Tatiana Belinky



LIMERIQUES
das
coisas boas
Autora: Tatiana Belinky
Editora: Formato

Mestre na criação de limeriques, Tatiana Belinky
dessa vez utilizou sua mágica com as palavras para falar das coisas boas da vida:
Amor, Natureza, Amigos, Brinquedos e Comidas Gostosas.
Tudo que realmente faz a vida ser uma verdadeira festa.

Ler e ter essas coisas na vida, precisa de mais alguma coisa?




Tatiana Belinky uma inspiração de vida.


E além de ser a maior escritora brasileira é minha inspiração de vida!

Aos 93 anos Tatiana Belinky continua nos encantando com seus poemas,
 limeriques e alegria de viver.


Para conhecer sobre nossa "Bruxinha da Literatura Brasileira":


Biografia 

Tatiana Belinky (São Petersburgo, 18 de março de 1919) é uma das mais importantes escritoras infanto-juvenis contemporâneas.
É autora de mais de 250 livros voltados para este público.
Nascida na Rússia, chegou ao Brasil com dez anos de idade.
Recebeu a cidadania brasileira e está radicada em São Paulo há mais de oitenta anos.



Nasceu em São Petersburgo (Rússia) no dia 18 de março de 1919. Chegou com a família ao Brasil aos dez anos de idade, fugindo das guerras civis que assolavam a então União Soviética. Nesta altura, Tatiana já falava russo, alemão e letão.



Aos dezoito anos, após concluir um curso preparatório, começou a trabalhar como secretária-correspondente bilíngue, nos idiomas português e inglês. Aos vinte ingressou no curso de Filosofia da Faculdade São Bento, mas abandonou-o em seguida, quando se casou com o médico e educador Júlio Gouveia, em 1940. O casal teve dois filhos.



No ano de 1948, começa a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a prefeitura de São Paulo em parceria com o marido. Em 1952 encenam "Os Três Ursos" em pedido da TV Tupi, que atinge grande sucesso. O êxito deste trabalho foi definitivo para a carreira da escritora iniciante: o casal é convidado a ter um programa fixo na emissora. Dentro da casa, Tatiana e Júlio fazem a primeira adaptação de o "Sítio do Picapau Amarelo", de Monteiro Lobato.
O trabalho do casal na Tupi seguiria até 1966. Neste ínterim, Tatiana Belinky recebe seus primeiros prêmios como escritora, além de tornar-se presidente da CET (Comissão Estadual de Teatro de São Paulo).



Em 1972 passa a trabalhar na TV Cultura e em grandes jornais do estado de São Paulo, como a Folha de São Paulo, o Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo, escrevendo artigos, crônicas e crítica de literatura infantil.



Finalmente, em 1985, Tatiana Belinky desponta como escritora de livros, colaborando em uma série infanto-juvenil. Em 1987 publica o primeiro livro: "Limeriques", pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses.
A partir desta publicação, Tatiana passa a trabalhar fervorosamente sobre novas criações, chegando a escrever mais de cem obras.
Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles o célebre Prêmio Jabuti, recebido em 1989.



De sua vasta obra, destacam-se "Coral dos Bichos", "Limeriques", "O Grande Rabanete", "Di-versos russos", "Limerique das Coisas Boas", entre outros.



Nestes últimos anos, Tatiana Belinky tem também publicado livros de crônicas e memórias.



Em 2010, no dia 15 de abril ocorreu a sessão de posse da Academia Paulista de Letras, passando a ocupar a cadeira 25 e tendo sido recebida pelo Acadêmico Francisco Marins.


**************
Tatiana,
E eu e minha filha somos suas fãs e ara homenageá-la vamos ter no Blog
uma serie especial com a indicação dos seus livros,
que para nós são como um encantamento da Emilia,
capaz de deixar qualquer criança e adulto com os olhos brilhantes 
e o coração cheio de poesia!  

(Usaremos a tag Tatiana Belinky)






quarta-feira, 25 de julho de 2012

Feliz dia do Escritor!



E hoje nossa homenagem vai para os Escritores!

À todos aqueles que transformam:
Sapos em príncipes,
Portas abertas em um país das maravilhas,
Feras em verdadeiro amor,
Torres em "grandes" bibliotecas,
Boneca de pano em gente,
Bruxas em fadas,
Balões em sonhos,
Vassouras em aviões,
Tapetes em viagens,
Medos em risadas,
Um beijo em felizes para sempre, 
Imaginação em realidade,
Sentimentos em palavras e Simples palavras em Poesia!



Sem os escritores a vida não teria a mesma cor e nem a mesma poesia!

*Em especial para a maior escritora brasileira de literatura infantil,
Tatiana Belinky.*

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Novo livro da Tatiana Belinky, O Espelho.


A maravilhosa escritora de livros e também minha maior inspiração, Tatiana Belinky,

Lança o livro: O Espelho.



Quando criança, a escritora Tatiana Belinky tinha uma relação dúbia com o espelho. Gostava de brincar com o objeto, mas também brigava com ele.
Tinha uma autoestima baixa, como define, e, por isso, muitas vezes via o espelho como inimigo.
Ao aprender a fazer as primeiras letras, a menina, canhota por natureza, se tornou ambidestra por vontade do pai.
"Experimente a outra, você tem outra mão", ele disse. E Tatiana desenvolveu a habilidade de escrever com as duas.
"O espelho, mentiroso, invertia a imagem, e a mão mais fraca virava a forte, a que dominava", brinca a escritora."O Espelho"

A vida de uma das mais importantes autoras de histórias infantis do Brasil é tão encantadora quanto a imagem refletida no espelho.
Nascida em São Petersburgo, na Rússia, Tatiana veio para o País quando tinha 10 anos.
A família fugia da guerra civil que assolava sua terra natal e que, em 1917, resultou no nascimento da União Soviética.

Poliglota, a menina cresceu devorando livros. Estudou filosofia, trabalhou com traduções e adaptações, entre elas a do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, criou peças infantis, escreveu crônicas, contos e histórias para jornais.

Seu primeiro livro de poesias, Limeriques, foi publicado em 1987.
Ela conta que descobriu a fórmula do limerique - poema composto por duas linhas rimadas grandes, duas linhas rimadas pequenas e uma quinta que rima com as anteriores e pode contradizer tudo o que foi dito - em uma edição da revista Playboy publicada nos Estados Unidos.

"A fórmula, claro, não era infantil. Tinha malícia, era para adultos. Mas percebi que aquela estrutura se prestaria para brincar com as crianças", lembra.
A fórmula, que ganhou vida e prestígio no Brasil pelas mãos de Tatiana, é empregada mais uma vez no livro O Espelho, recém-lançado pela Editora Saraiva, selo Caramelo.

Na obra, a trança-rimas, como era chamada carinhosamente pelo pai, faz a coisa que mais gosta: brincar com as palavras, sempre com humor.
A escritora trata de vários aspectos daquele objeto que tanto a intrigava.
Fala do espelho que engana, mente, ilude, troca a posição das imagens. Mas mostra também o outro lado: ele reflete a realidade, mexe com a vaidade.



Tatiana brinca com os corpos, que ganham diferentes formas e tamanhos em um labirinto de espelhos e com a confusão que o objeto causa ao inverter o lado direito com o esquerdo, e vice-versa. Revela o espelho protetor, como o que está no retrovisor dos carros, e o companheiro, que reflete a nossa imagem e nunca nos deixa estar nós.

Fadas e mitos. Mas Tatiana vai além. Sai em busca dos espelhos nos contos de fada. Lembra daquele descrito na história da Branca de Neve, que foi sincero com a madrasta e obrigou a princesa a fugir, e o de Alice no País das Maravilhas.

Resgata também os espelhos que, na verdade, não são espelho. Apresenta os mitos de Narciso, que se apaixonou pela própria imagem ao vê-la refletida em um lago, e de Medusa e Perseu, que usou um escudo para rebater a imagem e não ser transformado em pedra.

Tatiana não tem medo de adotar referências mais sofisticadas em livros infantis. "Criança pesca, saca rápido, muito depressa. Quem demora são os adultos. Eu respeito a inteligência dos meus leitores. Além disso, o que é criança? Ela pode ter 2, 5, 8 anos. Cada uma vai entender de um jeito e mais tarde, quando voltar a ler o livro de novo, a compreensão também será outra."

Em O Espelho, a autora utiliza os ingredientes, classificados por ela de "absolutamente indispensáveis", que recomenda a quem quer escrever para criança: ética, estética e humor. "A gente não sobrevive sem o bom humor, e isso não quer dizer que tudo tenha de ser engraçadinho, bonitinho. O humor pode ser arma de ataque e de defesa, pode ser pálido e negro."

Espelhado. O humor e a diversão também estão presentes no projeto gráfico e nas ilustrações caleidoscópicas de Daniel Bueno, premiado ilustrador brasileiro. Nas páginas à direita do livro, os limeriques aparecem espelhados e, para lê-los, é preciso usar a primeira orelha do livro, que tem o mesmo tamanho da capa e é feita em papel laminado. A originalidade da produção surpreendeu até mesmo a autora.



Aos 93 anos, Tatiana fez as pazes com o espelho, há muito tempo. "O espelho é mágico, e as crianças adoram. Hoje, só quero brincar com isso."


Bia Reis, O Estado de São Paulo.





EDITORA: Caramelo

AUTORA: Tatiana Belinky

ILUSTRAÇÃO: Daniel Bueno

PREÇO: R$ 32,90

INDICAÇÃO: De 9 a 12 anos

BOA LEITURA!














terça-feira, 23 de agosto de 2011

Entrevista Brilhante com a escritora Tatiana Belinky.


A história de vida de Tatiana Belinky é tão emocionante quanto os livros que ela escreve para as crianças.
Nascida na Rússia, poliglota e escritora desde sempre, chegou ao Brasil aos 10 anos, fugindo com a família das mazelas da guerra civil provocada pela revolução comunista que,
em 1917, fez nascer a antiga União Soviética.
Seu primeiro livro infantil, Limeriques (Ed. FTD), foi publicado em 1987.
Hoje, aos 89 anos, ela continua escrevendo à mão, com uma caligrafia que não envelhece com o passar do tempo.


A BRUXA BOA DOS LIVROS INFANTIS

Seu sonho era usar chapéu pontudo para fazer arte à vontade.
Hoje, 100 livros e muitas travessuras depois, Tatiana Belinky é uma das principais escritoras infantis do país.

Como estimular uma criança de 03 anos a ler?

Tatiana Belinky: Não fico me preocupando com idade. Escrevo o que me dá vontade naquele dia, e a faixa etária que me escolha. Mas o fundamental é ler histórias, ter sempre muitos livros por perto e cantar. Música é fundamental, mas tem de ser de qualidade. É por isso que, no mundo inteiro, existem as músicas de acalanto. Elas são feitas para assustar, mas a letra não importa. A criança ouve o acalanto, depois a voz da mamãe e, em seguida, dorme muito bem.

Qual o significado da fantasia no universo da criança?

Tatiana Belinky: A fantasia é tudo. Sempre digo aos pequenos que o livro é um objeto mágico, muito maior por dentro do que por fora. Por fora, ele tem a dimensão real, mas dentro dele cabe um castelo, uma floresta, uma cidade inteira... Um livro a gente pode levar para qualquer lugar. E com ele se leva tudo

Porque os contos cumulativos - aqueles em que sucessivamente se vão acrescentando novos elementos, funcionam tão bem para os bebês?

 Tatiana Belinky: Todo mundo gosta de repetição, inclusive as crianças, porque fica mais fácil de memorizar. Quem gosta demais de alguma coisa sempre quer experimentá-la de novo. Isso vale para tudo: do prato que você não se cansa de pedir no restaurante ao livro que a gente lê e relê inúmeras vezes.

Livro Infantil que se preze dever ter "moral da história" ?

Tatiana Belinky: Não gosto disso. Uma vez, a dona Benta contou uma história cuja moral era "fazer o bem sem olhar a quem".
A Emília discordou: "Para os maus, pau!".
Que me desculpe a Capitu (personagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis), mas a Emília é a mulher mais inteligente do Brasil!
E, além de tudo, é mágica!
Eu queria ser mágica. Queria ser uma bruxa.
Mas bruxa bonita, como a madrasta da Branca de Neve.
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Dica de Livro:

UM CALDEIRÃO DE POEMAS
62 poemas traduzidos,
adaptados ou escritos por Tatiana Belinky e ilustrados por 25 artistas


Um belo poema pode revelar um mundo novo, pode fazer as pessoas pensarem sobre os mistérios da vida ou simplesmente deixar o leitor mais feliz. Em Um caldeirão de poemas, Tatiana Belinky apresenta textos alegres ou tristes, divertidos ou sérios; poemas que falam de aventuras, de amor, de saudade e de trabalho; composições feitas para serem lidas em voz alta ou em silêncio.


Entre os poemas que podem ser declamados estão quadrinhas populares, traduzidas pela autora do russo, do inglês e do alemão, e textos da própria Tatiana, como "Cantiga famélica". Nele, uma "jacaroa" faminta devora tudo o que vê pela frente. Entre os poemas de autoria desconhecida está "O senhor Ninguém", em que crianças descrevem um homenzinho invisível que faz estripulias pela casa. Outro poema de autor anônimo é o hilariante "Problema", sobre uma centopéia que tropeça nas próprias pernas.

Mas, além de divertir, a poesia também pode apresentar novas visões de mundo. Em poesia, é possível conversar com o céu, como prova um poema do escritor russo Liermontov, "A última nuvem". Nessa linguagem diferente também é possível falar de assuntos universais, como o amor, de forma sempre nova, como o fazem os poetas alemães J. W. von Goethe, em "Rosinha do prado", e Heinrich Heine, em "A Lorelei". Outros escritores consagrados que ganham tradução e adaptação no livro são Pushkin, Lewis Carroll, Walt Whitman, Bertolt Brecht e Robert Louis Stevenson.

Os textos de autoria de Tatiana também são destaque nesse caldeirão. O bom humor dá o tom em poemas como "Boa minhoca", "Sem medo do medo", "Que delícia!" e em seus "limeriques" (inspirados nos limericks, poemas irlandeses tradicionais). A escrita de Tatiana Belinky consegue deixar leitores de todas as idades com a inconfundível sensação de alegria que a boa poesia é capaz de proporcionar.




Texto da entrevista: Julia Priolli