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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Entrevista sobre Crianças Índigos no Programa Para Viver Bem.

Entrevista para Humberto Pazian
no Programa Para Viver Bem
 
Apoio do IDHP Instituto de Desenvolvimento Humano Pazian
 
 
 
Tema
 
Crianças Índigos e Crianças Cristal
 
"Os nossos guerreiros estão conseguindo mudar o Brasil e o mundo, com essa energia "índigo" de transmutação e força!"
 
 Vídeo da Entrevista realizada em

 
 
 
 
Muito Obrigada à equipe do IDHP!
 
 
 
Adorei a oportunidade e desejo que nossos Índigo e Cristal tragam cada vez mais sabedoria e amor.
 
Adriana Perazelli

sábado, 22 de junho de 2013

Entrevista As Crianças das Estrelas, na Rádio Mundial programa Mundial e Você.

 
Entrevista Brilhante para
Samira Chahine, Jornalista e Comunicadora da Rádio Mundial FM 95,7 660 AM,
onde falei sobre As Crianças das Estrelas, Índigo e Cristal, Educação,
Espiritualidade e sobre o livro infantil As Crianças das Estrelas,
em uma conversa fluida e alegre.

Realizada no dia 22/06/13 às 07:00hs
no Programa Mundial e Você!
 

 
Link do Áudio:
 
 

 
 
Agradeço muito à Samira e Rádio Mundial pela oportunidade de falar mais sobre essas crianças que são o nosso futuro!
 
Adriana Perazelli

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A menina que está mudando o mundo, Ta´Kaiya Blaney - a Guardiã da Natureza.



Matéria na íntegra da Folha Online.

Guardiã da natureza

Garota faz música sobre vazamento de petróleo e vira celebridade de defensores do ambiente



LOUISE SOARES

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO.



Ta'Kaiya Blaney vivia como qualquer garota da comunidade indígena Sliammon, no Canadá. Estudava, brincava e nadava no rio. Até que, em fevereiro do ano passado, sua mãe pôs no YouTube um vídeo em que a menina, com dez anos, canta "Shallow Waters" (águas rasas). A música, escrita por Ta'Kaiya com sua professora de piano, alerta para riscos da construção de um oleoduto (tubo gigante que transporta petróleo por baixo da terra).

Na canção, conta como a natureza pode ser destruída se esse petróleo vazar. Tornou-se celebridade de ambientalistas (defensores da natureza).

Nesta semana, esteve no Brasil para participar da Rio+20, que discutiu a preservação do ambiente. Cantou no evento "Mulheres e o Desenvolvimento Sustentável".

Depois, falou com a "Folhinha".


FOLHINHA - De onde surgiu inspiração para compor "Shallow Waters"?

TA'KAIYA BLANEY - Há um projeto para construir um oleoduto entre duas províncias no Canadá, que ameaça 45 nações indígenas, além de duas importantes bacias hidrográficas [de rios]. Escrevi pensando que, se um vazamento ocorresse, estaria tudo morto, não restaria nada além do silêncio pelo que poderíamos ter salvado.

 
Por que pensou nisso?

Estava estudando sobre lontras e descobri que a maior causa de mortes entre esses animais eram derramamentos de óleo. Além disso, meu pai e meu avô, que são da comunidade Sliammon, me contavam sobre como, antes, podiam pescar com as próprias mãos, nadar nos rios e passear na praia sem medo de as águas estarem poluídas.

 
Você tentou entregar carta para a empresa responsável pela construção do oleoduto, mas foi barrada. Como se sentiu?

Fiquei desapontada, pensei que iria entrar e gritar "Parem com isso!", mas impediram minha entrada. Foi estranho, mas mostrou que ficaram com medo de uma menina!

O que pensa do futuro?

Quero que as pessoas percebam que não podemos continuar seguindo essa rota da industrialização. Se nós criamos buracos na camada de ozônio, desmatamos florestas e transformamos matas em desertos, devemos mudar para um futuro melhor.



CLIQUE AQUI!

E assista o video.



 
"ÁGUAS RASAS"



TRECHO TRADUZIDO DA MÚSICA DE TA'KAIYA

 
Você se lembra da brisa salgada do oceano?

A gente construía castelos na praia e brincava no calor do verão, mas agora está tudo cheio de óleo.

Vamos voltar ao tempo em que nos importávamos, quando todos esses problemas não estavam lá.

Um pedido de ajuda, essa é a minha canção.

Se não fizermos nada, irá tudo embora.



Na RIO+20


EMOCIONANTE, o tamanho dessa menina!
Tão pequena e já transformando o MUNDO!

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Entrevista Brilhante com o famoso escritor de livros infantis Lalau Simões.


O Livro As Árvores do Brasil,
de Lalau e da Ilustradora Laurabeatriz
acaba de ser eleito um dos 30 melhores livros de 2012,
dentre tantos outros prêmios e uma vasta lista de livros de sucesso publicados.



Lalau concedeu-nos essa Entrevista Brilhante: 


CDE: Lalau lá em casa somos fãs dos seus livros, pois eles são muito educativos, conte nos sobre sua trajetória como escritor?

LALAU: Desde pequeno, sempre fui apaixonado por livros. Lia muito, como faço até hoje.
Lá pelos anos 70, comecei a escrever contos e crônicas, fui roteirista de teatro amador, redator publicitário e participei de grupos de poetas.
Na verdade, vivia a procura de um estilo para escrever. O interesse pela literatura infantil surgiu meio por acaso. Certa vez, numa livraria, conheci um livro de José Paulo Paes, o “Olha o bicho”, e me encantei com a sensibilidade, o humor e o tratamento que ele dava ao texto. Comecei a arriscar, experimentar e daí nasceu meu primeiro livro o “Bem-te-vi e outras poesias”. E foi justamente José Paulo Paes, depois de ler os originais do “Bem-te-vi”, quem me incentivou e ensinou que “fazer poesia é brincar com as palavras”.
Faço isso até hoje e, pelo jeito, vou fazer pra sempre.

CDE: Quantos livros você já publicou e fale sobre os seus preferidos.

LALAU: Laurabeatriz e eu estamos chegando, em 2012, aos 40 títulos publicados.
Difícil dizer quais são meus preferidos, mas vamos lá:
“Bem-te-vi e outras poesias”, “Uma cor, duas cores, todas elas”, a coleção “Brasileirinhos”, “Sobre vôos” e “Que João é esse? Que Maria é essa?” e “Árvores do Brasil”.

CDE:Sua parceria com a ilustradora Laura Beatriz é duradoura e muito feliz, qual o segredo para um livro ter sucesso com o público infantil?

LALAU: A parceria existe desde 1994, é muito produtiva e vai durar muito ainda.
Acredito que o livro que leva surpresa, emoção, informação, encantamento e diversão para uma criança que seja, já é um sucesso.

CDE: O que você mais gostava de fazer na sua infância?

LALAU: Brincar, é lógico. Bolinha de gude, pião, pipa, carrinho de rolimã e, principalmente, jogar futebol na rua.

CDE: Terá algum lançamento para esse ano?

LALAU: Um livro sobre passarinhos brasileiros e outro sobre o Rio Tietê estão a caminho.

CDE: Como grande poeta que é deixa para nossas crianças uma mensagem ou poesia de um de seus livros.

LALAU: Gosto muito de “Um poema bem feitinho”,
do livro “Elefante, batata frita e nariz: tudo deixa um poeta feliz”.

É assim:

Descobri que os pássaros
Banham-se no arco-íris.
Flores são beijos
Que germinam
Durante os sonhos.
Manhãs são esculpidas
Em pleno ar.
Chuvas
Ora são guizos,
Ora sorrisos.
E não existe
Nenhuma diferença
Entre uma criança
E uma estrela-do-mar.



Gostaríamos muito de agradecer à você e tenho certeza que as crianças que lerem seus livros serão presenteadas com muita cultura, alegria e principalmente poesia.

Postaremos seus livros por aqui, como dica de leitura. 
Acompanhem e BOA LEITURA!  

domingo, 3 de junho de 2012

Entrevista Brilhante com o Grande Numerólogo Marco Pucci.



É Numerólogo,  
com 20 anos de experiência nacional e internacional,
ele agregou ao seu profundo conhecimento da Numerologia Pitagórica, 
a sensibilidade do grande Concertista que é, tendo formação em Piano e diversas premiações recebidas, entre tantas outras conquistas que obteve em sua vida
e sempre se valendo da Numerologia como seu leme.

Ele faz a interpretação do Mapa com tamanha paixão e de forma brilhante que nos traz à luz todo o potencial  que temos e de forma prática sinaliza caminhos e possibilidades de transformar nossa vida e nossos paradigmas.

Segue a Entrevista que ele nos concedeu com exclusividade
e quem quiser marcar uma consulta com ele,
é IMPERDÍVEL!

Acessem:



CDE: O que é a numerologia?
Quais as informações que o Mapa Numerológico nos fornece?

MP: A numerologia é a matemática da vida.
Através dela pode-se de forma humilde tentar agir dentro de padrões naturais que se aplicados de forma coerente trazem maior compreensão na caminhada em direção a evolução de cada pessoa.


CDE: Como a numerologia pode ser usada como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento?

MP: Ação!
Se nos conscientizamos de que temos potenciais, qualidades e dificuldades,
podemos desenvolver mais capacidades para através da ação cotidiana poder experimentar significativos avanços em direção às metas verdadeiras de cada um.


CDE: A numerologia pode auxiliar no sucesso dos negócios e na harmonia da casa?

MP: Essa questão é mais profunda do que geralmente se pensa.
Todo o processo de equilíbrio tem como base o comprometimento tanto dos proprietários de uma empresa em aplicar seus esforços dentro do padrão que foi trabalhado como também do morador ao harmonizar sua casa.
Apenas ter o estudo e não se comprometer com as mudanças relacionadas, não propicia resultados.


CDE: Quais os benefícios em fazer o Mapa Numerológico da criança.

MP: Todos. É a mesma coisa que ter em cima de uma mesa massa de modelar para fazer uma exposição e antes de começar a transformar a massa em algum projeto maior, saber qual o tipo de massa que está sendo usado e quais as possibilidades de usá-la da melhor forma, sem desperdícios e explorando todas as possibilidades.
Os pais tornam-se orientadores conscientes e potencializados para ajudar no crescimento natural de seus filhos.


CDE: A numerologia pode auxiliar aos jovens sobre vocação profissional?

MP: Sim! Porém, sempre deixando claro que há uma tendência natural que se compreendida pelo jovem, pode auxiliá-lo e muito na escolha para que tenha uma vida profissional realizada respeitando seus padrões.


CDE: Sou sua cliente e falo com conhecimento de causa como a numerologia mudou minha vida e continua me transformando a cada ano que faço a previsão anual.
Peço que nos deixe uma mensagem baseado nos seus 20 anos de experiência como numerólogo, sobre assumirmos o PODER que recebemos pelo nosso nome e data de nascimento para termos uma vida mais plena e consciente de quem realmente somos.

MP: O verdadeiro poder é ter a humildade de aceitar que somos uma mágica fantástica e assustadora. Sendo assim, não podemos negligenciar as coincidências que não são coincidências e que através delas podemos conectar certezas que nos alicerçam para continuar nossa caminhada com muita fé e em direção ao melhor de cada um, sem isso, nunca teremos poder sobre nada.


Muito obrigada e aproveito a oportunidade para divulgar o trabalho do Marco Pucci,
pois mais pessoas merecem ter o privilégio de receber
esse farol para ajudar a seguir com mais luz vossos caminhos.




segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os benefícios das Artes Marciais para crianças ou adultos, por Mestre Fernando Lopes.



Primeiramente agradeço a oportunidade;
e aproveito também para dizer que admiro a sua iniciativa de divulgar e apoiar o meu projeto.
Pois, se cada um se doar um pouco, todos ganharão um futuro melhor.

OS BENEFÍCIOS DAS ARTES MARCIAIS PARA CRIANÇAS, OU ADULTOS.


Uma das qualidades que o praticante tem que ter em sua essência para fazer parte desta família, é a disciplina. Com ela adquirimos o foco, a determinação e o controle.
Critérios de grande valia para o seguidor da prática.

Eu costumo comparar a arte marcial à vida que levamos fora dos tatames, pois de nada vale um excelente lutador se os princípios não o acompanham nas atitudes diárias.

O significado da palavra “sensei”, como são chamados os professores de artes marciais, é “quem viveu antes”.
Portanto, àquele que traz mais experiência, e quem pode julgar o momento e a graduação correta para o aprendiz da arte.
Evolução técnica, dedicação, disciplina, inteligência, e boa conduta (dentro e fora do tatame), são critérios valiosíssimos para cada mestre avaliar seu aluno.
Para entender melhor o que é o ensinamento da luta, independente da idade, é preciso entender que além de ser uma arte milenar japonesa, é também uma forma de ensinar às pessoas a grande diferença entre violência e compromisso.
No tatame eu ensino o quanto estar comprometido com aquele propósito ajuda aquela pessoa e se tornar mais equilibrada em variáveis questões da sua personalidade, e no dia-a-dia.
Em momento nenhum é tolerável que o aluno use a técnica ensinada nas ruas, ou em qualquer outra possibilidade violenta.
Assim que o tal vai se graduando, usando o método de cores pelas faixas amarradas ao kimono, ele também conquista seu espaço perante os de menor graduação, servindo de exemplo e notoriedade, não só aos praticantes como perante a sociedade.
E é de uma valiosíssima responsabilidade para a arte marcial, pois durante a sua trajetória lhe foram colocados testes e obstáculos para que ele pudesse ser seu próprio exemplo de superação, adquirindo sabedoria física e mental.
Portanto, ensinar o Jiu-Jitsu não é apenas ganho de massa muscular, boa coordenação motora, ou ganho de premiações e troféus.
É ensinar que o ser humano é capaz de ser treinado com inteligência para, com disciplina e foco, alcançar seus propósitos com qualidade de vida.
Pois luta não é briga, é esporte.
Oss!

Mestre Fernando Lopes, “Fêpa”.
Atual Presidente da Federação Paulista de MMA
(e pai de duas crianças lindas!)
Pedra 90 - Clube Escola
Rua Rodes, 112
Campo Belo-SP.

Veja também a matéria da Academia Pedra 90, participando do Prêmio Generosidade:

http://criancasdasestrelas.blogspot.com.br/2011/11/jiu-jistu-do-bem-academia-pedra-90-e.html

Fêpa, muito obrigada pela sua linda matéria!
Conheço toda sua trajetória e sou testemunha da sua dedicação, da sua honra e sua garra tanto na vida quanto na luta pelo bom esporte.
Nós desejamos todo sucesso do mundo à você,
beijos Adri.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amor Materno ajuda criança com stress na vida adulta.

(Getty Images)

Amor Materno ajuda criança a lidar com stress da vida adulta

Beijos, abraços e todo tipo de carinho vindo da mãe ajudam o ser humano a enfrentar melhor o stress da vida adulta.
Esta é a conclusão de um estudo realizado com 500 pessoas nos Estados Unidos, ao longo de 30 anos.

Joanna Maselko, líder da pesquisa, observou que níveis altos de afeto materno facilitam a criação de laços e envolvimento humano.
Além de reduzir o stress na criança, ainda pode ajudá-la a desenvolver habilidades sociais até a fase adulta.

Inicialmente, os pesquisadores avaliaram a qualidade da interação entre mães e bebês durante consultas rotineiras.
Um psicólogo observou e deu uma nota para a forma como a mãe reagia às necessidades e emoções da criança.
Cerca de 30 anos depois, eles voltaram a procurar os pacientes, agora adultos, e fizeram uma série de perguntas sobre bem-estar e condição emocional.
Além disso, os entrevistados tinham que responder se achavam que suas mães tinham sido carinhosas.

Os resultados revelaram que as crianças de mães mais carinhosas eram capazes de lidar com todos o stress e a ansiedade melhor do que as outras, que receberam menos atenção. Segundo os estudiosos, estes resultados aumentam os indícios de que a infância é a base para a construção de uma vida adulta sólida.
Contudo, a influência de outros fatores, como a personalidade, educação em casa e na escola não podem ser descartados.

O estudo foi publicado no periódico americano Journal of Epidemiology and Community Health

Essa matéria foi publicada na Revista Veja do ano passado, mas esse assunto é sempre atual, Compartilhar e dar Amor nunca é demais,
beijos Adri.


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/amor-materno-ajuda-construir-confianca















quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Matéria sobre alfabetização, Na Pressa e na Pressão, por Rosely Sayão.


Em homenagem ao dia Mundial da Alfabetização, 08/09/11,
selecionei esse texto muito interessante!
Na pressa e na pressão.

Por que tanto desespero?
Saber ler, escrever e contar antes dos seis ou sete anos não quer dizer nada


Recebo muitas perguntas e dúvidas de pais que têm filhos com seis anos, mais ou menos.
Várias mensagens chegam em tom quase desesperado.
O motivo? O processo de alfabetização dos filhos.

Vamos tentar acalmar esses pais com alguns esclarecimentos importantes para que, um pouco mais tranquilos, eles não pressionem tanto seus filhos.

De partida, é bom avisar: a criança tem tempo de sobra para se desenvolver nesse processo.
Qual o prazo? No ensino fundamental, com duração de nove anos, esperamos que a maioria dos alunos esteja alfabetizada ao final do segundo ano.

Por isso, caro leitor, caso o seu filho esteja no primeiro ano, pode relaxar.
Ele ainda tem pelo menos um ano e meio para se aprimorar no processo da leitura, primeiramente, e escrita.

Acontece que muitos pais foram convencidos pela sociedade de que é melhor a criança aprender o mais cedo possível a ler, escrever e trabalhar com números. Não é?

Já temos inúmeros estudos e pesquisas apontando que crianças precocemente introduzidas no ensino formal não se mostram, no futuro, mais avançadas nos estudos.
Além disso, até demonstram menor curiosidade pelos estudos e menos criatividade nos trabalhos escolares do que suas colegas que se dedicaram a brincar nos anos da primeira infância.

Tem mais: as crianças massacradas por escolas e famílias para a vida escolar no estilo acadêmico antes dos sete anos desenvolvem mais doenças resultantes da ansiedade e da pressão, tais como estresse, desatenção, distúrbios alimentares e do sono, entre outras.

Veja, caro leitor, o resultado dessa ideia que a sociedade desenvolveu nos pais.
Uma leitora, que coloco no grupo dos pais desesperados, conta que mudou de cidade e sua filha, matriculada no primeiro ano, já sabia ler e escrever muitas coisas.
Mas agora, na transferência de escola, parece que regrediu e se esqueceu de muita coisa que havia aprendido.

O que nossa leitora não percebe é que, se a garotinha esqueceu, é porque não havia aprendido.
Talvez tivesse sido treinada, condicionada ou coisa que o valha a escrever e ler algumas palavras. Quem se alfabetiza com sentido, ou seja, quem entende primeiramente a função social da leitura e da escrita, não se esquece com essa facilidade.

Outra mãe que tem a filha também no primeiro ano me escreveu reclamando da escola, por ter enviado muitas lições para serem feitas nas férias. Mas, de quebra, contou que a filha leva duas horas diariamente fazendo lições de casa e, três vezes por semana, ainda faz acompanhamento psicopedagógico por indicação da escola, por apresentar "dificuldades na alfabetização".

Fico penalizada com a vida que essa menina (como muitas outras) está levando.
Quando será que ela brinca?
Brincar é uma coisa que, até os seis anos, a criança deveria fazer o tempo todo.

O ensino formal de leitura e escrita e o trabalho com números podem ser iniciados aos sete anos sem prejuízo algum para a vida escolar futura dessas crianças.
Por que tanta pressa? Saber ler, escrever e contar antes dos seis, sete anos não significa absolutamente nada.

O que significa muito no futuro desenvolvimento do chamado processo de letramento é a criança aprender, desde bebê, o prazer da leitura.
Contar histórias para ela, dar livros bonitos para ela brincar e "ler", conversar bastante com ela para que amplie seu vocabulário, ouvir com atenção as histórias que ela gosta de contar e brincar com os sons das palavras são alguns exemplos de como os pais podem ajudar no desenvolvimento de seus filhos.

Mas sem pressão, por favor!
As crianças agradecem.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)


PARABÉNS AOS NOSSOS PROFESSORES,
Que nos ensinaram a Magia de Ler e Escrever!





Fonte

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Entrevista Brilhante com a escritora Tatiana Belinky.


A história de vida de Tatiana Belinky é tão emocionante quanto os livros que ela escreve para as crianças.
Nascida na Rússia, poliglota e escritora desde sempre, chegou ao Brasil aos 10 anos, fugindo com a família das mazelas da guerra civil provocada pela revolução comunista que,
em 1917, fez nascer a antiga União Soviética.
Seu primeiro livro infantil, Limeriques (Ed. FTD), foi publicado em 1987.
Hoje, aos 89 anos, ela continua escrevendo à mão, com uma caligrafia que não envelhece com o passar do tempo.


A BRUXA BOA DOS LIVROS INFANTIS

Seu sonho era usar chapéu pontudo para fazer arte à vontade.
Hoje, 100 livros e muitas travessuras depois, Tatiana Belinky é uma das principais escritoras infantis do país.

Como estimular uma criança de 03 anos a ler?

Tatiana Belinky: Não fico me preocupando com idade. Escrevo o que me dá vontade naquele dia, e a faixa etária que me escolha. Mas o fundamental é ler histórias, ter sempre muitos livros por perto e cantar. Música é fundamental, mas tem de ser de qualidade. É por isso que, no mundo inteiro, existem as músicas de acalanto. Elas são feitas para assustar, mas a letra não importa. A criança ouve o acalanto, depois a voz da mamãe e, em seguida, dorme muito bem.

Qual o significado da fantasia no universo da criança?

Tatiana Belinky: A fantasia é tudo. Sempre digo aos pequenos que o livro é um objeto mágico, muito maior por dentro do que por fora. Por fora, ele tem a dimensão real, mas dentro dele cabe um castelo, uma floresta, uma cidade inteira... Um livro a gente pode levar para qualquer lugar. E com ele se leva tudo

Porque os contos cumulativos - aqueles em que sucessivamente se vão acrescentando novos elementos, funcionam tão bem para os bebês?

 Tatiana Belinky: Todo mundo gosta de repetição, inclusive as crianças, porque fica mais fácil de memorizar. Quem gosta demais de alguma coisa sempre quer experimentá-la de novo. Isso vale para tudo: do prato que você não se cansa de pedir no restaurante ao livro que a gente lê e relê inúmeras vezes.

Livro Infantil que se preze dever ter "moral da história" ?

Tatiana Belinky: Não gosto disso. Uma vez, a dona Benta contou uma história cuja moral era "fazer o bem sem olhar a quem".
A Emília discordou: "Para os maus, pau!".
Que me desculpe a Capitu (personagem do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis), mas a Emília é a mulher mais inteligente do Brasil!
E, além de tudo, é mágica!
Eu queria ser mágica. Queria ser uma bruxa.
Mas bruxa bonita, como a madrasta da Branca de Neve.
**********************

Dica de Livro:

UM CALDEIRÃO DE POEMAS
62 poemas traduzidos,
adaptados ou escritos por Tatiana Belinky e ilustrados por 25 artistas


Um belo poema pode revelar um mundo novo, pode fazer as pessoas pensarem sobre os mistérios da vida ou simplesmente deixar o leitor mais feliz. Em Um caldeirão de poemas, Tatiana Belinky apresenta textos alegres ou tristes, divertidos ou sérios; poemas que falam de aventuras, de amor, de saudade e de trabalho; composições feitas para serem lidas em voz alta ou em silêncio.


Entre os poemas que podem ser declamados estão quadrinhas populares, traduzidas pela autora do russo, do inglês e do alemão, e textos da própria Tatiana, como "Cantiga famélica". Nele, uma "jacaroa" faminta devora tudo o que vê pela frente. Entre os poemas de autoria desconhecida está "O senhor Ninguém", em que crianças descrevem um homenzinho invisível que faz estripulias pela casa. Outro poema de autor anônimo é o hilariante "Problema", sobre uma centopéia que tropeça nas próprias pernas.

Mas, além de divertir, a poesia também pode apresentar novas visões de mundo. Em poesia, é possível conversar com o céu, como prova um poema do escritor russo Liermontov, "A última nuvem". Nessa linguagem diferente também é possível falar de assuntos universais, como o amor, de forma sempre nova, como o fazem os poetas alemães J. W. von Goethe, em "Rosinha do prado", e Heinrich Heine, em "A Lorelei". Outros escritores consagrados que ganham tradução e adaptação no livro são Pushkin, Lewis Carroll, Walt Whitman, Bertolt Brecht e Robert Louis Stevenson.

Os textos de autoria de Tatiana também são destaque nesse caldeirão. O bom humor dá o tom em poemas como "Boa minhoca", "Sem medo do medo", "Que delícia!" e em seus "limeriques" (inspirados nos limericks, poemas irlandeses tradicionais). A escrita de Tatiana Belinky consegue deixar leitores de todas as idades com a inconfundível sensação de alegria que a boa poesia é capaz de proporcionar.




Texto da entrevista: Julia Priolli

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Entrevista Brilhante Exclusiva para o CDE, com o Autor do Livro: Como nascem os pais, Renato Kaufmann.

Não deixem de ler esse lançamento imperdível:
Como nascem os pais, 
Crônicas de um pai despreparado
Renato Kaufmann.
Editora Mescla




O autor é de um humor ímpar e também autor do famoso livro:
 
 O Diário de um grávido!
Editora: Mescla Editorial
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890



ENTREVISTA EXCLUSIVA
COM O AUTOR,
RENATO KAUFMANN


CDE: Hoje os pais dividem mais ativamente o papel na educação dos filhos, isso porque vivermos em tempos onde muitas mães trabalham fora e o casal precisa se unir na educação, o que você considera o maior desafio na arte de educar?

RK: Minha filha tem quase três anos mas tenho a sensação que esses desafios mudam bastante com a idade. Na fase atual o desafio é manter a paciência com as birras, não ceder às chantagens emocionais e... Pensando bem sabe qual o maior desafio? O exemplo. Crianças aprendem pelo exemplo muito mais do que por lições e ensinamentos, e olha, é difícil ser um bom exemplo o tempo todo. Ou mesmo parte dele.

CDE: Você se diz um pai despreparado, na verdade vemos um pai presente e extremamente coruja com sua Lucia, qual o maior realização de um homem quando nasce o pai?

RK:  Ah, uma coisa não impede a outra. não sei se posso generalizar para todos os homens, afinal tem todos os tipos de pai por aí, mas pra mim é uma sensação vaga de fazer parte de uma linhagem inquebrável de homens que sobreviveram o suficiente pra ter filhos, que quando morrer de alguma forma sobrevivemos nos filhos, e de botar no mundo um feijão que cresce todo dia e que diz que me ama.

CDE: A pergunta que não quer calar: Existe vida no casamento pós nascimento dos filhos?
RK: É perfeitamente possível, mas dá um trabalho danado.
CDE: Sou madrasta de três e acredito que o amor das madrastas e padrastos são incondicionais também, me fale algo sobre como nascem os padrastos?
RK: A Maria, minha enteada, ficou me pedindo pra escrever "como nascem os padrastos". Acho que o amor dos padrastos e madrastas pode, sim ser incondicional também, mas é complicado generalizar.
No meu caso eu adoro minha enteada e a gente se dá super bem, o que me deixa muito feliz.
CDE: Acabamos de adotar dois gatinhos e sei que você também é fã dos felinos, dei muita risada quando li que eles são o serviço de despertador da sua casa, quem acorda vocês primeiro eles ou a Lucia? E ainda, você é daqueles pais que se levanta no meio da noite ou essa tarefa fica para a Mamãe ( não vale mentir) ?

RK: Quanto aos gatos, O Mao TseTung e o Lacan são mais sossegados, mas a recém chegada, a Saretta, é o demônio, começa a miar às 5 da manhã e frequentemente acorda a Lucia antes da hora. Durante a fase da amamentação, eu levantava todas as vezes entre as 21h e as 4h, pegava o bebê, trocava, levava pra mãe, arrotava e punha pra dormir.
Depois das 4h eu dormia até a hora de ir pro trabalho. Agora a gente divide meio a meio, cada dia é um.
CDE: No Blog CDE, acreditamos que essa geração de crianças são especiais, elas nasceram em um mundo repleto de informação e acabam nos surpreendendo diariamente com posturas adultas e até "lições de moral".
Nós pais, além de ensinar acabamos aprendendendo muito com elas, você já vivenciou algo com sua filha e enteada?
RK: Acho essa geração muito interessante, mas ensinar os adultos não é privilégio dela. Eu aprendo com as meninas o tempo todo, mas não suporto lição de moral, dá vontade de defenestrar.
CDE: Para finalizar somos verdadeiros caçadores de pérolas de crianças, nos conte uma Pérola da pequena, Lúcia.

RK: Olha, tem uma recente que foi parar no trailer do livro (http://youtu.be/Ip2L8TZPd9U )

"Quando eu nasci, eu era muito rosa. igual o papai. mas ele não está azul agora"


AMAMOS A ENTREVISTA,  MUITO OBRIGADA MESMO,
Por nos conceder seu precioso tempo e saiba que estaremos sempre na torcida pelo seu Sucesso,
um beijo na Mamãe e nas Filhas.
*
Adriana, é um prazer.
Afinal, sabe aquela frase:
"It takes a village to raise a child"?

beijos!
Renato Kaufmann

 
Aproveitem para curtir o Blog, 
www.diariodeumgravido.blogspot.com

Bom divertimento!!! beijos Adri.



Entrevista Brilhante sobre Relacionamentos com Monja Coen.


Hoje vamos deixar aqui, uma linda matéria a respeito de RELACIONAMENTOS, da Monja Cohen, para quem não a conhece ela é uma monja Zen Budista, uma missionária que participa de encontros educacionais, inter religiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.

" As Transformações Começam Conosco

Há um antigo ditado japonês:
"Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio".

Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:
"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".

Essa mudança de paradigma é extremamente importante.
Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.

Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. P
recisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser.
Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.

Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.

Observe e considere meticulosamente a si mesmo.
Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos.
Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos?
Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?

Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?

Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?


Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?

Mahatma Gandhi disse:
"Temos de ser a transformação que queremos no mundo".

Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento.
Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo.
Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante.
Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi , que dizia:
 "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora."

De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar.
É por isso, que digo que a transformação começa em nós.
Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas.

E o que estamos escolhendo?

Outra frase de Mahatma Gandhi:
"Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz"

A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.


Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos.
Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções.
Qualquer pequena mudança afeta o todo.
Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.

Qual o primeiro passo?
Conhecer a si mesmo.
Conhecer nossos mecanismos.
O que nos afeta, nos incomoda?
O que nos alegra?
O que nos irrita?
Como transformar a raiva em compaixão?
Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora?
Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos...no florescimento da Cultura da Paz.

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo.
Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo.
Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe.
Transcender corpo e mente seu e dos outros.
Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres."
(Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253).

É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já.
Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo,  envenenados pela ganância, raiva e ignorância.

Imagine um mundo aonde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão.
Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas.

Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.

Isso é dar vida à nossa própria vida.

Haverá explicação e prática da meditação sentada e caminhando, exercícios de plena atenção, momentos de pausa e de reflexão a fim de desenvolver a percepção de si mesmo, do outro e do meio ambiente, de como agimos, reagimos atualmente - nosso relacionamentos - e do que seria conveniente fazer para ocorrer mudanças (caso as considerem necessárias) ou direcionar transformações individuais e coletivas."

Autora: Monja Coen
Fonte: www.monjacoen.com.br

Espero que tenham gostado.
A série de Entrevista Brilhante é dedicada à grandes estrelas de Luz, que estão fazendo sua mudança no mundo,
vale a pena meditar e começar a dar o primeiro passo em direção à Paz...
beijos, Adriana.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Entrevista Brilhante, sobre Madre Teresa de Calcutá, A Mãe dos Pequeninos.

MADRE TERESA DE CALCUTÁ,
A MÃE DOS PEQUENINOS
(dispensa comentários...)















Em 5 de setembro de 1997 morria, em Calcutá, Índia, Madre Teresa.
Aquela mulher franzina, de origem albanesa, com sári branco e azul, continua sendo um ícone vivo da caridade.
Sua mensagem e seu testemunho mantêm-se vivos através das suas Missionárias da Caridade. Como toda obra inspirada por Deus, sua história tem algo de extraordinário.
Em 7 de outubro de 1950, Madre Teresa fundava a Congregação com onze companheiras.

"O fruto do silêncio é a oração,
o fruto da oração é a fé,
o fruto da fé é o amor,
o fruto do amor é o serviço,
o fruto do serviço é a paz."

Madre Teresa 27/08/1910 - 05/09/1997.

Hoje já são quase 5.000: 65% são provenientes da Índia e 35% são oriundas principalmente das Filipinas, Bangladesh, Taiwan, Rússia, Itália, Polônia e Estados Unidos. Estão espalhadas por 80 países, vivendo perto da miséria dos vilarejos africanos, dos sem-teto do Bronx, em Nova York, dos leprosários da Ásia, dos mendigos das metrópoles européias, das comunidades ribeirinhas do Amazonas.

O longo dia de trabalho das Missionárias começa às 4h30m, com a Santa Missa e se estende até a noite, sem trégua. Só em Calcutá, alimentam meio milhão de famílias por ano, cuidam de 90 mil leprosos e oferecem vários níveis de escolaridade a 20 mil crianças. E sempre estão à procura de novos desafios, como os abrigos para idosos abandonados, sem-teto e órfãos, que implantaram recentemente na Rússia.

E, com elas, "muitas pessoas, de todas as religiões ou de nenhuma" - escreveu, com admiração, o Papa João Paulo II, "estão empenhadas nesta obra de amor que se difundiu pelo mundo todo".
A maior missão de Madre Teresa sempre foi a defesa da vida dos indefesos. Mais de 1.800 crianças indianas adotadas na Europa nos últimos 30 anos, são um pouco "filhos" de Madre Teresa de Calcutá. Para ela, a adoção era sobretudo um gesto de "acolhida e amor à vida".

Diante de mulheres indianas, ela suplicava: "Não matem suas crianças! Se não podem sustentá-las, dêem-nas para mim, que encontrarei uma família para elas!". A adoção, então, se tornou um caminho para combater o aborto. E, agora, das três maiores cidades, Calcutá, Bombaim e Nova Delhi, partem crianças indianas para famílias adotivas em toda a Europa.

Madre Teresa acolhia as crianças pelas ruas e diante do portão da Shishu Bhavan, a Casa das Crianças, que atualmente hospeda 400, inclusive bebês prematuros. As irmãs Missionárias da Caridade, seguindo os ensinamentos da fundadora, primeiramente, procuram ajudar a mãe natural a acolher seu filho, quando a conhecem; quando isto não é possível, procuram uma família adotiva indiana; e, a adoção internacional é o último recurso.

Quando nenhuma dessas opções atende, elas acolhem a criança e a mantém até o matrimonio. A motivação que impulsiona as Missionárias da Caridade no serviço de adoção parte da convicção que nenhuma instituição substitui a figura do pai e da mãe. Por isso, o seu empenho em localizar uma nova família. E, junto aos casais interessados, elas fazem um trabalho de discernimento das motivações desta escolha, cursos de formação (antes da adoção), encontros de acompanhamen-to (depois da adoção), reuniões de famílias adotivas para momentos de oração e de reflexão sobre suas experiências.

"Toda criança é um dom de Deus, único...e toda família que a acolhe também o é."


MADRE TERESA, UMA SANTA "PELA VIDA"



(de Carlo Casini, ex-parlamentar europeu e presidente do Movimento pela Vida, na Itália -
Avvenire - 05/09/2002).

Em agosto de 1990, declaramos Madre Teresa de Calcutá "Presidente Honorária de todos os Movimentos pela Vida no mundo". Existem pelo menos sete razões para que a recordemos assim: em primeiro lugar, porque ela jamais se recusou a falar sobre a vida e a participar com o Movimento pela Vida em centenas de encontros; em segundo lugar, porque a sua linguagem sempre foi clara, direta e até dura, mas também intrépida diante dos mais importantes parlamentares e conselhos internacionais - ela podia falar assim, sem ser contestada, porque o seu modo heróico e extremo de compartilhar a condição de todos os pobres emudecia até os "inimigos da vida", quando lhes explicava que as crianças vítimas de aborto são "as mais pobres entre os pobres"; em terceiro lugar, dentro da sua visão global, a luta contra o aborto se transforma num princípio de profunda renovação moral e civil; o quarto motivo de admiração é que, uma pessoa de tão intensa espiritualidade, não tinha nenhum constrangimento diante dos políticos e não hesitava em participar de comícios em defesa da vida; o quinto motivo a se considerar é que ela, sendo proclamada "Prêmio Nobel da Paz" em 1979, conquista o reconhecimento da unidade indivisível entre o valor da paz e o valor da vida, pelo que ela sempre lutou; a sexta razão para reverenciá-la é que nenhuma mulher no século XX foi tão Mãe quanto Madre Teresa, tendo fundado um instituto de jovens dispostas a exprimir um "novo feminismo", que se impõe caminhando junto aos pequenos da Terra com um particular amor maternal; enfim, a sétima razão que a qualifica como uma santa "pela vida" é a sua força na defesa da dignidade e dos direitos humanos, repetindo sempre que "aquela pequena criança que ainda não nasceu foi criada para uma grande coisa:

"Amar e ser Amada".

Uma lição de Caridade para a Hunanidade que sempre merece ser lembrada.
Desejamos que esta grande alma que esteve entre nós repouse na Luz das Estrelas.