Projeto leva obras de compositores como Beethoven, Mozart ou Carlos Gomes, entre muitos outros, a escolas de São Paulo.
O público alvo são crianças e adolescente de 5 a 15 anos
Por, Simone Tinti.
Desvendar o mundo da música erudita para as crianças. Esse é o objetivo da Camerata Callis, formada por 12 instrumentistas de corda (violino, viola e violoncelo), cujos músicos percorrem escolas públicas e privadas da cidade de São Paulo. O objetivo é levar a obra de compositores clássicos como Mozart, Brahms, Schubert, Beethoven ou Carlos Gomes, entre muitos outros, a crianças e adolescentes de 5 a 15 anos.
Durante as "aulas", que duram de 40 a 50 minutos, a maestrina Érica Hindrikson faz pausas entre as composições, para que os músicos expliquem sobre cada instrumento e apresente o som individual de cada um, além de explicar conceitos como "som grave" e "som agudo". "A maioria das crianças nunca tinha ido a um concerto. No geral, elas são bastante participativas, fazem perguntas. E quando acabam, sempre pedem mais", diz Érica, que tem um filho de 2 anos e o leva a concertos desde que ele tinha apenas 10 meses. "Quando ele ficava muito inquieto, era só dar uma volta fora da sala. Hoje em dia, ele assiste a apresentações inteiras, mesmo que cochile em alguns momentos", diz.
A maestrina dá algumas dicas para você levar seu filho pela primeira vez: se a criança começar a ficar inquieta, saia por alguns minutos da sala; sente-se em locais estratégicos, principalmente perto dos corredores (para não atrapalhar ninguém); leve alguma coisa para a criança se distrair, como gibis ou papel e lápis de cor. "Mesmo que a criança assista a apenas 20 minutos da apresentação, vale a pena. Aos poucos, ela vai se acostumando ao ambiente e à música. "
Erica tem 38 anos e começou a tocar piano quanto tinha 9. Ela afirma que as crianças podem, sim, aprender a tocar algum instrumento desde pequenas. Só não vale exagerar na cobrança. "O segredo é ir devagar, não comprar o instrumento logo no início. No caso do piano, é mais indicado comprar primeiramente um teclado e só depois, se o seu filho realmente continuar estudando, adquirir o instrumento. Minha família não era de músicos e, quando pedi para estudar piano aos 5 anos, precisei esperar, até que meus pais se convenceram de que eu realmente queria fazer aulas", afirma. Entre as aulas de piano e a Camerata, Erica se formou em Composição e Regência pela Unesp, atuou em festivais de arte e oficinas de música, além de reger diversas orquestras na América Latina.
A Camerata surgiu em 2005 como um dos projetos do Instituto Callis.
Um projeto antigo de Paulo Tatit e Sandra Peres cria vida a partir desse ano, através de uma parceria entre a dupla e o Centro Cultural São Paulo. 50 crianças terão, a partir de junho, 2 horas semanais de ensaio para uma primeira apresentação em Dezembro deste ano.
A Palavra Cantada vem participando da educação musical de milhares de crianças brasileiras, através de uma esmerada produção musical que começou em 1994. Mas apenas em 2010, com o lançamento da coleção “O Livro de Brincadeiras Musicais da Palavra Cantada”, passou a oferecer propostas concretas de utilização de suas músicas para o trabalho de musicalização. A criação do coral é mais um passo nessa direção.
Com direção musical de Paulo Tatit e Sandra Peres, o Coral Infantil da Palavra Cantada, terá como regente o maestro Eduardo Boletti, que vem trabalhando junto com a dupla em várias ocasiões.
O Coral Infantil da Palavra Cantada terá inscrição gratuita e a seleção dos integrantes será feita através de audições. Serão aceitas até 200 inscrições para preencher 50 vagas, 25 para cada turno.
Inscrições:
Email para coral@palavracantada.com.br, contendo as seguintes informações:
Nome e idade da criança
Nome, RG e telefone de contato do responsável
Opção de turno: manhã
Condições de participação: Os selecionados assinarão um termo de compromisso para a participação em todos os ensaios até o final do ano e para apresentação final.
Informações:
Sites da Palavra Cantada e do Centro Cultural São Paulo
Só depende de nós..., adoro a frase de Mahatma Gandhi: Seja a diferença que você quer no mundo!
Aproveito para homenagear meus amigos palhaços doutores que deixam muito riso no ar, aos professores que plantam sementes de conhecimento e luz em nossas crianças, aos nossos seguidores e às crianças que me fazem acreditar que esse mundo ainda tem jeito! beijos Adri.
Desde a gestação coloco música clássica para minha filha ouvir, ainda no útero os bebês já desenvolvem reações aos estímulos sonoros. Quando nascem e ouvem as músicas que ouviam dentro do útero, eles param de chorar e ficam em paz e tranquilos, pois sentem-se novamente no conforto do útero materno.
Além disso, a música clássica é maravilhosa para o desenvolvimento intelectual e emocional das crianças.
"Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard (EUA), e Gaser, da Universidade de Jena (Alemanha), revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. Segundo esses autores, tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas. O que estes autores perceberam, e vem ao encontro de muitos outros estudos e experimentos, é que a prática musical faz com que o cérebro funcione “em rede”: o indivíduo, ao ler determinado sinal na partitura, necessita passar essa informação (visual) ao cérebro; este, por sua vez, transmitirá à mão o movimento necessário (tato); ao final disso, o ouvido acusará se o movimento feito foi o correto (audição). Além disso, os instrumentistas apresentam muito mais coordenação na mão não dominante do que pessoas comuns. Segundo Gaser, o efeito do treinamento musical no cérebro é semelhante ao da prática de um esporte nos músculos. Será por isso que Platão já afirmava, há tantos séculos, que a música é a ginástica da alma?
Ao mesmo tempo que a música possibilita essa diversidade de estímulos, ela, por seu caráter relaxante, pode estimular a absorção de informações, isto é, a aprendizagem. Losavov, cientista búlgaro, desenvolveu uma pesquisa na qual observou grupos de crianças em situação de aprendizagem, e a um deles foi oferecida música clássica, em andamento lento, enquanto estavam tendo aulas. O resultado foi uma grande diferença, favorável ao grupo que ouviu música. A explicação do pesquisador é que ouvindo música clássica, lenta, a pessoa passa do nível alfa (alerta) para o nível beta (relaxados, mas atentos); baixando a ciclagem cerebral, aumentam as atividades dos neurônios e as sinapses tornam-se mais rápidas, facilitando a concentração e a aprendizagem (apud OSTRANDER e SCHOEDER, 1978)."
Muito bom poder proporcionar aos pequenos contato com música desde os primeiros dias de vida e logo adiante pensar em matricular eles em escola de música, para aulas de musicalização.
Minha filha, tem aula de musicalização desde um ano de idade e já se arrisca a tocar piano, flauta, guitarra e vive compondo músicas. Ela tem a sorte do papai ser músico e tocar com ela todos os dias algum instrumento de corda. Eu acho isso o máximo, porque eu só sei tocar campainha!!!
"Segundo o Nicolau (o famoso professor dela), com as aulas de musicalização, as crianças aprendem a ver música em tudo que fazem, começam a prestar atenção aos sons externos, aos ritmos, as melodias e a música passa a fazer parte da vida deles de forma natural e lúdica."
Isso é uma grande riqueza que podemos deixar para os nossos filhos!!!
Dica de DVD para os bebês: Coleção Baby Einstein da Disney - Coleção de Música Clássica: Mozart, Beethove, Bach, e outros.